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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Japão e as figurinhas de 2010

Customização dos botões Gulliver: adesivos do Japão
com as figurinhas da Copa de 2010
A seleção do JAPÃO foi a primeira classificada para a Copa do Mundo FIFA-2014, pelas eliminatórias asiáticas. É a quinta participação seguida em Copas, desde 1998 na França. Seu primeiro resultado expressivo no futebol foi em 1968, conquistando a medalha de bronze nas Olimpíadas da Cidade do México. Na década de 1990, iniciou a profissionalização do futebol com a criação da J-League. O Japão é tetracampeão da Copa da Ásia (1992/2000/2004/2011) tornando-se a maior força do futebol asiático, seguido pela Coréia do Sul. As duas seleções realizaram em conjunto a Copa de 2002, que se tornou o primeiro mundial da Ásia e a única competição da FIFA com duas sedes. O desempenho dos japoneses vem crescendo em mundiais, porém, ainda sem resultados expressivos. Em 1998 foi eliminado na fase de grupos, perdendo todos os jogos. Em 2002 como país-sede, empate em 2 a 2 com a Bélgica, 1 a 0 contra a Rússia, 2 a 0 na Tunísia e nas oitavas, foi eliminado pela Turquia por 0 a 1. Em 2006, sob o comando do técnico Zico, o Japão caiu no grupo do Brasil, com duas derrotas (Japão 1 x 3 Austrália; Japão 1 x 4 Brasil) e um empate sem gols com a Croácia na primeira fase. Na Copa de 2010, duas vitórias e uma derrota (Japão 1 x 0 Camarões; Japão 0 x 1 Holanda; Japão 5 x 1 Dinamarca) e nova eliminação nas oitavas, perdendo nos penaltis para o Paraguai. Na FIFA World Cup Brasil os japoneses estão no grupo C, estreando contra a Costa do Marfim (Arena Pernambuco-Recife), Grécia (Arena das Dunas-Natal) e Colômbia (Arena Pantanal-Cuiabá). Na fase de grupos, a seleção do Japão estará hospedada em Itú-SP, treinando em Sorocaba no estádio Walter Ribeiro (CIC), sob o comando do técnico italiano Alberto Zaccheroni. São destaques dos samurais azuis o meia Keisuke Honda (Milan-ITA) e o atacante Shinji Kagawa (Manchester United-ING). Até hoje, Zico é considerado ídolo no futebol japonês (Kashima Antlers, 1991/1994, com 54 gols). Responsável pela popularização da liga de futebol no país, o galinho treinou o Japão de 2002 a 2006.


Meu time de botão do Japão começou a ser elaborado ainda na Copa de 2010 (África do Sul), quando colecionei o álbum de figurinhas. Com um "olhar de desenhista", percebi que algumas seleções tinham cromos dos jogadores onde os escudos estavam destacados. Resolvi guardar dez figurinhas repetidas que poderia "enquadrar" as camisas para fazer os adesivos dos botões no tamanho básico (2,4 cm de diâmetro). Com design único, a cartela do Japão apresenta o uniforme home da Adidas (cor azul com 3 listras brancas na manga e detalhe em vermelho na gola) com o belo escudo da seleção japonesa. Para completar o projeto, escolhi um time da Gulliver (botão branco, de plástico) da série "Futebol Bolão" (veja passo-a-passo abaixo). Na atual edição da Panini para o álbum da Copa do Brasil-14, algumas figurinhas oferecem esse enquadramento, com os tradicionais uniformes do Brasil, Croácia e, os novos designs de Alemanha e Rússia, por exemplo. Pra quem não guardou as repetidas de 2010 (França, Camarões, Holanda, Japão) outra possibilidade é escanear o álbum da Copa da África do Sul, fazer a arte em programas de edição de fotos e imprimir as cartelas para adesivar os botões.

ARTE-FINAL DE ESCUDOS COM AS FIGURINHAS DA COPA

1- Selecione as figurinhas repetidas da sua coleção que tenham o escudo em destaque. Você vai precisar de régua, gabarito de círculos, tesoura e lapiseira; 2- Use o gabarito para enquadrar o escudo; faça um círculo de 2,4 cm de diâmetro com grafite azul sobre a foto. 3- Recorte com a tesoura a área marcada na figurinha. Por último, destaque a parte autocolante e escolha os botões para adesivar.      


domingo, 30 de março de 2014

Holanda - 1974: a Copa perdida no tempo e na bola

 
Botões na cor laranja: a Gulliver manteve o modelo dos anos 70,
substituindo os escudos por bandeiras
 
Faltavam 74 dias para a abertura da Copa do Mundo FIFA-2014, quando relatei aos leitores minha primeira lembrança dos mundiais. Foi a Copa de 1974. Na Alemanha dividida, em meio à Guerra Fria, ditadura militar no Brasil, Seleção sem Pelé e meu primeiro ano do colégio estadual. Não tenho maiores registros dos acontecimentos - uma ou outra revista da época - pois muita coisa se perdeu, como meu álbum de figurinhas da Copa e meus primeiros times de botão da Estrela, com as carinhas dos jogadores. Por muito tempo, ficaram na memória, as imagens em preto e branco da minha tv General Eletric, na qual, supostamente assisti os jogos da Seleção Brasileira. No Brasil, a TV Globo já exibia programas em cores, como o "Fantástico" e a novela "O Bem-Amado" e transmissões ao vivo. Na verdade, o que ficou lost foi a sensação de ter asssistido os jogos ao vivo e não no videotape (depois da Copa). O primeiro jogo do Brasil foi contra a Iugoslávia na abertura do torneio (seria imperdível), um zero à zero entediante jogando de camisas "escuras" (uniforme azul) com os tricampeões Rivellino, Jairzinho e Piazza. Depois, outro empate sem gols contra a Escócia (o time de Zagalo não embalava) e no terceiro jogo, teria que derrotar o Zaire por 3 gols pra se classificar. Torcida juvenil em frente a tv: o futebol brasileiro contra a ingenuidade dos africanos numa "goleada" que ficou no 3 a 0, graças à Jairzinho (12'), Rivellino (66') e Valdomiro (79'). O Brasil ficou em segundo lugar no grupo B, pelo saldo de gols (3 contra 2 dos escoceses) caindo na segunda fase com a Holanda.


Cruyiff troca flâmulas com Perfumo (Argentina):
supersticioso, ele usava uniforme com duas listras

É aí que minha história chega ao penúltimo capítulo: o duelo contra a Holanda, de Cruyiff e cia. Só lembro de ver os holandeses no mundial jogando contra o Brasil, mesmo assim, tenho dúvida se foi ao vivo, pois o fatídico jogo foi repassado algumas vezes pela TV Cultura. Sob o comando de Rinus Michels, a Holanda tinha jogadores habilidosos do Ajax, tricampeão europeu em 1971/72/73, que se movimentavam como um "carrossel". Apenas o goleiro Jongbloed, que usava o número 8, era fixo. Jogando sem luvas, quando atacado rebatia a bola com socos e cabeçadas. Na intermediária defendiam em bloco, literalmente com 4 ou mais jogadores abafando o adversário. Atacavam o tempo todo, mesmo contra Uruguai, Brasil e na final contra a Alemanha Ocidental. A Holanda que havia disputado as Copas de 1934 e 1938, teve uma campanha alucinante em 1974, com 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Na fase de grupos, the oranges derrotaram o Uruguai por 2 a 0; empate sem gols contra a Suécia; goleada de 4 a 1 na Bulgária; na segunda fase, mais uma goleada de 4 a 0 sobre a Argentina; 2 a 0 na Alemanha Oriental e 2 a 0 no Brasil. Na final, logo no primeiro ataque, um penalti a favor da Holanda convertido por Neeskens (2'), confirmaria o favoritismo diante da Alemanha Ocidental, que empatou com a mesma moeda, outro penalti convertido por Breitner (25'), para virar o placar em 2 a 1, ainda no 1º tempo com Mueller (43'), que se tornaria o maior artilheiro das Copas (14 gols) até Ronaldo (15 gols) em 2006.

Holanda da Gulliver para a Copa de 2006 (Alemanha) com adesivos modificados 
Meu time da Holanda é um botão laranja da Gulliver "World Cup Germany 2006", customizado com adesivos da marca Miniplay (distintivo) comprados na rua 25 de março, por cerca de R$0,90! Na época do Mundial da Argentina (1978), jogava muito com outro botão da Holanda, um Gulliver do inseparável amigo Zé Augusto (sim, ele tinha as seleções com distintivos!) com os craques Neeskens, Resenbrink, Han, Repp e Cruyiff, que não foi a Copa de 1978 por temer a situação política na Argentina. No meu segundo mundial assistido (quase) na íntegra, vi a tal laranja mecânica ser desmontada pelos hermanos. Voltando ao penúltimo capítulo dessa história - Brasil 0 x 2 Holanda - lembro das partidas anteriores da segunda fase, onde os canarinhos derrotaram a Alemanha Oriental por 1 a 0 (gol de Rivellino) e a Argentina por 2 a 1, no clássico mais esperado das Copas, partida que assisti em Águas de Santa Bárbara-SP, na casa de meus primos. O filme oficial da FIFA - Copa de 1974, mostra a trajetória da Alemanha Ocidental, país sede, com sua estratégia para chegar a grande final e a Holanda goleando os adversários. Pouco mostra o Brasil tricampeão, dono da Taça Jules Rimet, que foi substituída pela FIFA World Cup, pela primeira vez em 1974. No filme, os craques brasileiros pareciam não acreditar no que já havia acontecido com Uruguai, Bulgária e Argentina: só a Holanda jogava, envolvendo a seleção com posse de bola, forte marcação e o "carrossel", tática onde nenhum jogador de linha guardava posição fixa. O primeiro sonho do tetra, terminava com Rivellino irritadíssimo com a marcação, Leão defendendo (quase) tudo e Luis Pereira expulso mostrando o escudo da seleção e o número 3 (tri) para torcida holandesa.

No último capítulo, a trilha sonora da final ganha uma orquestração "dramática", com sons percussivos (batalha do jogo) e canto melancólico (dos holandeses derrotados). E a geração fabulosa da Holanda voltaria ser vicecampeã contra a Argentina (1978). Michels voltou a treinar a seleção em 1988, tornando-se campeã da Eurocopa com Gullit e Van Basten. Foi derrotada na África do Sul (2010) pela Espanha, confirmando sua marca de vicecampeã pela 3ª vez!


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Cruzeiro (1966-1976): dez anos de ouro


O Cruzeiro Esporte Clube também surgiu como Palestra Itália, na cidade de Belo Horizonte (1921), seguindo a tradição de clubes fundados pela colônia italiana, assim como o Palmeiras. Em 1942, sob pressões políticas impostas pelo governo federal, todos os times que faziam referência à Itália foram "convidados" a trocar de nome. Dessa forma, o palestra mineiro adotou como símbolo a constelação do Cruzeiro do Sul e o uniforme azul e branco. O campeão brasileiro de 2013 teve grandes equipes, como a campeã de 2003 que marcou 100 pontos no primeiro Brasileirão disputado no sistema de pontos corridos, consagrando o meia Alex e o técnico Luxemburgo. Em 1976, o talentoso time campeão da Libertadores, derrotou o River Plate (ARG) na melhor de 3 partidas: no Mineirão, vitória por 4 a 1; no Monumental de Nuñez, derrota por 2 a 1; no Estádio Nacional de Santiago, vitória por 3 a 2. No mesmo ano, foi vicecampeão da Copa Intercontinental contra o Bayern de Munique, que tinha a base da Alemanha campeã mundial de 1974, com Beckenbauer, Müller e o lendário goleiro Maier. O Cruzeiro foi pentacampeão mineiro (de 1965 a 1969) se destacando no futebol brasileiro em 1966, quando a jovem equipe mineira derrotou o incrível Santos de Pelé (bicampeão mundial), na final da Taça Brasil. Reconhecido pela CBF como campeão nacional, as imagens em P&B desse jogo, mostram que o Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes, Piazza e Raul Plasmann, não tomou conhecimento do Santos, quase imbatível nos anos 60. Na partida do Mineirão, o Cuzeiro bateu o Santos por inimagináveis 6 a 2; em São Paulo, outra vitória (de virada) por 3 a 2. Tostão foi o primeiro jogador mineiro a disputar uma Copa (1966), na qual o Brasil bicampeão, foi eliminado na fase de grupos do Mundial da Inglaterra. Quatro anos depois, no México, conquistou o tricampeonato com a Seleção Brasileira que jogava com "meias atacantes" (ou a melhor seleção de todos os tempos), ao lado de Gérson, Pelé, Rivellino e Jairzinho.

Futebol de Botão Cristal (Gulliver, 2012): caixa de plástico para botões mais leves
O Cruzeiro foi duas vezes vice-campeão brasileiro nos anos 70: em 1974 contra o Vasco; em 1975 contra o Internacional. Na sequencia, foi o rival Atlético que chegou às finais do Brasileirão: em 1976 perdeu a semi-final para o Internacional; em 1977, perdeu a final para o São Paulo. Na época, jogava minhas primeiras partidas de futebol de botão, mas não tinha o time do Cruzeiro. Na verdade, lembro de jogar com um botão azul da Gulliver Cristal - emprestado pelo amigo inseparável Zé Augusto - que tinha mais ou menos o dobro da minha coleção. Como já postei o Atlético-MG dessa época (também da Gulliver), é provável que eu tenha gostado mais do galo, de Cerezo e Reinaldo, ao invés da raposa de Nelinho e Palhinha, que era o time de botão do Zé. Até o que sei, joguei e colecionei futebol de botão até 1983, mas só recentemente, comprei o Cruzeiro da mesma série Gulliver Cristal. Comparados com o modelo anos '70, os botões azuis são menos robustos, embalados em caixa transparente, com adesivos de escudos e trave grande (13,2cm x 5,3cm). O jogo atual vem com goleiro "de brinquedo", mas fica a dica: dá pra fazer um bom goleiro nas medidas 8,0cm x 3,6cm a partir de uma caixa de caldo de legumes, recortando-a neste tamanho. Logo mais, vou postar o passo a passo desse goleiro de caixinha. A marca de brinquedos Gulliver manteve o futebol de botão dos clubes brasileiros com distintivos, mas deixou as seleções da Copa com aquelas bandeirinhas de países...que chato! 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Portugal e a última partida para o Brasil-14


Os "navegadores" - assim é chamada a Seleção Portuguesa de Futebol -  mudaram a rota da viagem para o "Descobrimento do Brasil-2014". Depois de ficar em 2º lugar nas Eliminatórias Européias, no grupo que classificou a Rússia, para chegar à Copa precisa superar a Suécia na repescagem. Além do equilibrado confronto Portugal x Suécia, mais seis seleções européias estão nos play-offs: Ucrânia x França, Islândia x Croácia e Grécia x Romênia. Mas o "jogo da morte" é mesmo Portugal x Suécia, porque nos 180 minutos estarão dois craques entre os melhores jogadores europeus - somente um deles virá ao Brasil. Pela Suécia, Ibrahimovic (PSG) de gols arrebatadores; por Portugal, Cristiano Ronaldo (Real Madrid), melhor do mundo pela FIFA-2008, talento em dribles e golaços. Ronaldo poderá ser o maior artilheiro português, superando Pauleta (47 gols). Eusébio (41 gols) foi o goleador da Copa de 1966, marcando 9 vezes na edição inglesa. O atacante moçambicano jogou 64 partidas por Portugal (1961-1973) e 15 anos pelo Benfica, marcando 638 gols.
Eusébio e a camisa de Portugal
(foto: "El Gráfico"/1972)
Portugal tem apenas cinco participações em Copas, fazendo sua estréia em 1966, na Inglaterra, onde terminou em 3º lugar, em campanha avassaladora comandada pelo craque Eusébio, o "pantera negra". Na primeira fase, Portugal caiu no grupo do bicampeão Brasil, com Hungria e Bulgária, classificando-se para as quartas-de-final com três vitórias (Portugal 3 x 1 Hungria; Portugal 3 x 0 Bulgária; Portugal 3 x 1 Brasil). No último jogo do Brasil na Copa de 1966, a Seleção enfrentaria Portugal, precisando vencer por 3 gols de diferença. Não aconteceu. Nem mesmo Pelé, jogando machucado e caçado pelos portugueses pode evitar a derrota. Visivelmente eliminada, a Seleção Brasileira sentiu a força do novo futebol europeu, adiando para o México'70 a conquista definitiva da Taça Jules Rimet. Nas quartas, em jogo espetacular, Portugal perdia por 3 a 0, mas venceu de virada a Coréia do Norte por 5 a 3, com 4 gols de Eusébio. Na semi-final perdeu por 2 a 1 para a Inglaterra e, na disputa pelo 3º lugar, venceria pelo mesmo placar a União Soviética do lendário goleiro Yashin. Depois de 20 anos, voltou à Copa do Mundo no México'86, sendo eliminados na primeira fase, repetindo tal campanha na Copa de 2002 (Coréia do Sul/Japão). Com a equipe vice-campeã da Eurocopa-2004 (Grécia 1 x 0 Portugal) que tinha Figo (recordista com 127 jogos), o técnico pentacampeão Luiz Felipe Scolari e a geração de C. Ronaldo, Portugal ressurge para o futebol mundial na Copa de 2006 (Alemanha). Passados 40 anos da "gloriosa" conquista de 1966 (o técnico era o brasileiro Otto Glória), os lusitanos chegariam em 4º lugar, depois de passar por Irã, Angola, México (fase de grupos), Holanda (oitavas) e Inglaterra (quartas). Na semi, perdeu para a França, de Zidane, (1 a 0) e na disputa do 3º lugar, foi derrotada pela anfitriã Alemanha (3 a 1) que não conseguiria disputar o tetra. Na última Copa-2010 (África do Sul), Portugal estava novamente no grupo do Brasil, com Costa do Marfim e a mesma Coréia do Norte (goleada de 7 a 0). Nas oitavas, foi derrotada pelo toque de bola da Espanha. Cristiano Ronaldo, na seleção portuguesa desde 2003, pode encerrar um ciclo classificando-se para "descobrir o Brasil", ou naufragar nos mares do Norte, pois a Suécia (com 12 participações em mundiais) define a classificação em casa, no segundo jogo da repescagem.
A ilustração dos escudos de futebol de botão está baseada no uniforme número 2 de Portugal. Camisa branca, calção verde, com tipologia que a Nike usou na Copa de 2010. Na escalação, um selecionado da geração de Cristiano Ronaldo, incluindo Deco, meia brasileiro que encerrou sua carreira no Fluminense. A marca Gulliver lançou um time de Portugal, com botões cor de vinho, na série "FIFA World Cup Germany-2006", com adesivos do tipo "bandeira do país", que empobrecem qualquer coleção. Na época, paguei centavos pelo meu exemplar que ainda está lacrado. Agora, arte pronta que será adesivada no inédito botão vinho, só falta o seleccionado luso não se qualificar no agregado contra a Suécia. Ai Jesus!

Futebol de botão "Bolão" da marca Gulliver: adesivos com as bandeiras dos países

Portugal da coleção "FIFA World Cup Germany 2006": lacrado e na cor vinho


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Atlético-PR: o "furacão" ainda sopra


O Clube Atlético Paranaense tornou-se conhecido como "furacão", depois de uma sensacional sequência de 11 vitórias seguidas no Campeonato Paranaense de 1949. Goleadas por mais de 4 gols, sendo o Britânia o primeiro a ser "varrido", segundo a manchete do jornal "Desportos Ilustrados" (O Furacão levou o Tigre de Roldão). O apelido continuou durante décadas, em outros esquadrões do Atlético, sendo o primeiro clube paranaense a participar de um campeonato nacional - Taça de Prata de 1959. Nos anos 70 não conquistou títulos até o bicampeonato paranaense, em 1982/83. Voltou a elite do futebol brasileiro derrotando o Coritiba, seu maior rival no Paraná, no título da Série B de 1995. O furacão obteve sua melhor fase entre 2000 e 2005, quando conquistou um tricampeonato paranaense (2000/01/02) e o título de campeão brasileiro da Série A (2001), derrotando o emergente São Caetano. Em 2004, foi vice-campeão brasileiro sob o regulamento de pontos corridos, classificando-se para Libertadores de 2005, onde também foi vice-campeão, perdendo para o São Paulo - final brasileira que se repetiu pela última vez no ano seguinte, com Internacional x São Paulo. Seu maior artilheiro é Sicupira (154 gols) que defendeu o Atlético de 1968 a 1976. O atacante Washington é o maior goleador de uma edição de Campeonatos Brasileiros, marcando 34 gols em 2004. De 1924, o rubro-negro surgiu da união de dois clubes: Internacional e América. Seu estádio está no mesmo local desde a sua fundação. Conhecido como Arena da Baixada, o "caldeirão" do Atlético foi reinaugurado em 1999 e passa por reconstrução para a Copa do Mundo de 2014. O recorde do "furacão de 49" somente foi batido após 59 anos, em 2008, quando o Atlético conseguiu 12 vitórias consecutivas. Em 2011, continuando a saga do descenso dos campeões brasileiros, o Atlético Paranaense terminou o Campeonato Brasileiro em 17º lugar, caindo para Série B. De volta à Série A-2013, os ventos do furacão encostam no G-4, liderados pelo veterano meia Paulo Baier, em fase de gols decisivos.

Desenhei os escudinhos do furacão com base nos últimos uniformes home, fornecidos pela marca esportiva Umbro, com camisa listrada rubro-negra e calcão preto. Pra ilustrar a arte, coloquei a logomarca retrô do antigo patrocinador (Philco), em letras caixa-alta. Na minha coleção de botão, ainda tenho o time customizado do Atlético-PR. De conservadíssimo botão vermelho, disco não-cavado da Gulliver (não lembro se originalmente era um São Paulo ou Flamengo), com escalação de jornal, numeração de calendário e nome do clube (cartões da Loteria Esportiva) em cima das faixas horizontais em vermelho e preto. Relíquia dos anos 80, época que fazíamos a arte pintada à mão e, só o goleiro de caixinha tinha distintivos impressos da "Gazeta Esportiva" ou da "Revista Placar". Diversão pura, sem arquivos jpeg ou vetoriais impressos à laser em casa!

Botão da Gulliver (modelo disco não-cavado) com arte rudimentar feita à mão
para o Atlético Paranaense, no início dos anos 80

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Grêmio: especialista em jogos de 180 min.

O Grêmio Foot Ball Porto Alegrense foi bicampeão brasileiro em 1981 e 1996, mas sua maior conquista é a Copa Intercontinental (1983) quando venceu o Hamburgo (ALE) por 2 a 1, com gols do ponta-direita Renato Gaúcho, ídolo gremista. Em 1989 foi campeão da primeira edição da Copa do Brasil, título repetido em 1994/1997/2001, sendo maior vencedor deste torneio de sistema mata-mata. Após o título da Libertadores (1983) quando venceu o Peñarol (URU), voltou a ser campeão da América em 1995, derrotando o Atlético Nacional (COL) mas perdeu a decisão do mundial de clubes para o Ajax (HOL) nos penaltis por 4 a 3. No Grêmio treinado por Luis Felipe Scolari, destacavam-se a famosa garra gaúcha, forte marcação dos volantes e atacantes com fome de gol como Paulo Nunes e Jardel, além do goleiro Danrlei. O título do Campeonato Brasileiro de 1996 foi decidido no Olímpico contra a Portuguesa de Desportos, time revelação que "quase chegou lá". O Grêmio é um dos grandes times brasileiros, de torcida fanática e alucinada, caracterizada pela cantoria e "avalanche" na arquibancada atrás do gol do tradicional Estádio Olímpico. Foi heptacampeão gaúcho de 1962-1968 e, por ser o maior rival do Internacional-RS, seu famoso patrocinador de refrigerantes teria mudado a cor da logomarca de vermelho para preto no marketing do clube. Teve seu pior momento em 2004 quando foi rebaixado para a Série B do Brasileirão com apenas nove vitórias. No ano seguinte, sob comando de Mano Menezes, venceu o jogo conhecido como a batalha dos aflitos, quando venceu o Náutico fora de casa e conseguiu o acesso para a Série A do Brasileirão. Com 36 títulos estaduais, o Grêmio disputa com o Internacional a hegemonia gaúcha, no clássico conhecido como Gre-Nal. A primeira final do clássico foi em 1961, com destaque para 13 decisões consecutivas de 1966 a 1978. Pela Libertadores da América -2013, depois de passar pela pré-fase (LDU) e fase de grupos (Fluminense, Huachipato e Caracas) foi eliminado nas oitavas de final pelo Santa Fé (COL).


Botões do Grêmio, modelo disco de plástico (fundo não cavado):
 acionamento com pouca velocidade 

No tempo dos meus "campeonatos caseiros" de botão, o Grêmio era um dos preferidos pelo modelo Gulliver (disco de plástico não cavado) que ganhava as divididas na raça e só chutava de "folha seca" para encobrir o goleiro. De difícil acionamento, com toque mais duro, esses botões precisavam de cêra no fundo, para deslizar e ganhar maior velocidade. Mais simples que os times da coleção "Futebol de Botão Gulliver" (anos 70/80) de plástico transparente chamado "cristal", este botão azul-claro do Grêmio é remanescente da minha coleção. Único com escudos originais que permaneceu, pois tive outros times desse modelo (Corinthians, São Paulo, Vasco e Flamengo) que depois de "surrados" jogando no chão, foram redecorados como o Ceará, com botão preto e escudos retrô (com as letras C-S-C). Tenho um Atlético Paranaense (botão vermelho sem escudo) decorado apenas com faixas horizontais em vermelho e preto, nome do clube (dos cartões da Loteria Esportiva), numeração tipo folhinha de calendário e escalação de recorte de jornal, tipo de botão artesanal muito comum na época, porque era difícil encontrar escudos coloridos impressos (só mesmo quem colecionava a Revista Placar, da Editora Abril). Para o Mundial da África do Sul, a marca Gulliver lançou um modelo semelhante na coleção "Futebol de Botão Oficial", com as principais seleções apresentadas em caixa de plástico, com trave grande, goleiro de caixinha (8cm x 3,5cm), bolinha pastilha e dois tamanhos de botão (cinco jogadores de 6cm e cinco de 3,5cm de diâmetro).

Do título brasileiro de 1981, quando o Grêmio venceu o São Paulo por 1 a 0, me lembro do golaço do atacante gremista Baltazar, que de fora da grande área, matou a bola no peito e de sem-pulo chutou para o gol de Valdir Peres. Pra mim, esse gol secava de vez o então goleiro da Seleção Brasileira comandada pelo técnico Telê Santana que não convocaria para a Copa da Espanha o melhor da época - Emerson Leão, goleiro do Grêmio, ex-titular absoluto do Palmeiras e da amarelinha nas Copas do Mundo de 1974 e 1978. Meus amigos sãopaulinos, pai e sobrinhos, me desculpem pois acho que vem daí minha bronca com o "salve o tricolor paulista..."


Coleção da marca Gulliver incluia botão do Grêmio,
além dos grandes times paulistas e cariocas 

sábado, 11 de maio de 2013

Atlético-MG, o primeiro campeão



Em 1971, o Clube Atlético Mineiro foi o primeiro clube campeão brasileiro, quando  o campeonato passou a ser de fato nacional, com mais representantes fora do eixo Rio-São Paulo. Desde 1959 apenas os campeões estaduais brasileiros jogavam a Taça Brasil, disputada em jogos eliminatórios até chegar-se ao campeão. Os campeonatos estaduais já estavam consagrados, havia o Torneio Rio-São Paulo, mas não um campeonato com as dimensões do Brasil. Nessa busca, a partir de 1967, o Rio-São Paulo também incluiria dois times mineiros (Cruzeiro e Atlético), dois times gaúchos (Grêmio e Internacional) e o campeão paranaense. Depois surgiram as vagas para um time da Bahia, um de Pernambuco  e, finalmente em 1971, com a participação do Ceará Sporting Club foi formado o primeiro campeonato brasileiro, como relata o jornalista Celzo Unzelte (Ediouro, 2002). Por outro lado, a Copa do Brasil iniciada em 1989 é outro torneio nacional, de jogos mata-mata, atualmente disputada por 86 clubes de todos os Estados, onde o campeão é classificado diretamente para a Libertadores. Somente em 2003, o Brasileirão passou a ser disputado por pontos corridos, sendo o campeão aquele que somar mais pontos no turno e returno, classificando os quatro primeiros colocados para a Taça Libertadores (interclubes criado em 1960).

O “galo mineiro”, chegou a quatro finais de campeonatos brasileiros, no sistema em que os times eram distribuídos em grupos, até chegarem às finais. Em 1971 foi campeão vencendo o triangular final junto com São Paulo e Botafogo-RJ. No Brasileiro de 1977, ficou com o vice na decisão contra o São Paulo em pleno Mineirão; em 1980 foi derrotado pelo Flamengo (de Zico); em 1999 perdeu novamente, para o Corinthians. Fez incríveis 19 decisões consecutivas de campeonato mineiro (de 1974 a 1990) contra o Cruzeiro, seu maior rival em Minas, vencendo 11 campeonatos no período, dos quais um histórico hexacampeonato (1978-1983). Possui 42 títulos estaduais sendo o maior campeão mineiro, além de duas Copas Conmebol (1992/1997). No Brasileirão-2005 ficou em 20º lugar, rebaixado para a Série B, assim como aconteceu nos últimos anos com os campeões brasileiros Botafogo-RJ, Vasco da Gama, Grêmio, Palmeiras, Corinthians, Coritiba, Atlético-PR, Bahia e Sport. É o atual campeão da Libertadores-2013, título inédito conquistado nos penaltis contra o Olimpia (PAR), depois de perder o primeiro jogo por 2 a 0 em Assuncão.

 
Meu time de botão do Atlético-MG (Gulliver Cristal) é da fase gloriosa dos anos 1970, onde jogadores como Reinaldo, Luisinho, Toninho Cerezo, Paulo Isidoro, Éder, eram protagonistas das jogadas no futebol de mesa. “Rei, rei, rei, Reinaldo é nosso rei”, era o grito da torcida alvinegra para o maior ídolo e artilheiro do clube (255 gols). Sempre o botão do galo disputava partidas emocionantes no Xalingão (campo pequeno de mesa, de cor verde-escuro) com muitos dribles, chutes de folha-seca, e muita força nas divididas, por ser mais encorpado que os outros tipos de botão. Talvez isso acontecesse pela “mágica de jogar sozinho”, de decidir aleatoriamente os resultados, ou mesmo, pelo peso da camisa (no caso, do escudo!). Como disse no post do Corinthians, esses times da Gulliver Cristal eram bem lentos e pesados – mas o do Atlético não!

No Brasileirão-2012 foi segundo colocado (20 vitórias, 64 gols), excelente fase que se extende a classificação na Libertadores-2013 como melhor primeiro lugar da fase de grupos, eliminando o tricampeão São Paulo. Até o momento, o confronto do ano é mesmo Atlético-MG x São Paulo. Em quatro partidas os mineiros comandados por Ronaldinho Gaúcho venceram três vezes o tricolor de Rogério Ceni, maior goleiro da história do clube do Morumbi. Após o retorno ao Brasil pelo Flamengo, Ronaldinho jogando em grande fase, “arquitetou” a eliminação sãopaulina em lances que misturam a malícia “de beber água de Rogério Ceni na pequena área”, passes milimétricos, dribles desconcertantes de quem já foi o melhor do mundo (pelo Barcelona em 2004/2005), até fechar com um chocolate na vitória de 4 a 1 no Estádio Independência. Vale jogar uma partida de botão com direito à arte dos escudos desenhada com a foto de Ronaldinho, atual ídolo atleticano. E por que não, um bom goleiro (caixinha oficial) do Vitor, herói da conquista da Libertadores-2013, pegando penaltis contra o Tijuana, Newells e Olimpia. 

Futebol de botão Gulliver Cristal: destaque para o 9 do artilheiro Reinaldo

terça-feira, 30 de abril de 2013

Espanha Copa 2006, o retorno da fúria

Futebol de botão da Gulliver "Germany 2006" com pintura perolada 

A ESPANHA entra na briga pelo título da Copa das Confederações da FIFA-2013, vaga conquistada por ser a atual campeã mundial (2010). A forte equipe espanhola também conhecida por fúria, manteve grande parte do elenco bicampeão da Eurocopa (2008/2012) para chegar como favorita ao torneio que começa em 15 de junho na Arena Brasília, com o jogo Brasil x Japão. A estréia da seleção espanhola é contra o Uruguai, em 16 de junho, na novíssima Arena Pernambuco, no grupo B que ainda tem as seleções da Nigéria e do Taiti. Em 2009, na última Copa das Confederações, a Espanha perdeu a semi-final para os Estados Unidos, frustando a expectativa de uma grande final contra o Brasil. No entanto, carimbou o favoritismo na Copa de 2010, na África do Sul, derrotando a Holanda, eterna vicecampeã, não só pelo conjunto do time que jogava com muita posse de bola, mas por jogadores como Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta, Fàbregas e Villa (maior artilheiro com 53 gols). É a primeira colocada no ranking da FIFA, performance da atual "geração de ouro" espanhola, iniciada na Copa de 2006, na Alemanha, onde foi eliminada pela França nas oitavas.

O estilo de jogo da Espanha é agressivo desde o momento em que o adversário começa jogar, daí a forte marcação do meio-campo pra frente para tomar a posse de bola e conseguir chegar ao último passe, depois de um "insuportável" toque de bola. A fúria não "rifa" nenhuma bola, não dá chutão pra frente, ao contrário, os zagueiros saem pra jogar com qualidade, os alas não fazem chuveirinho na área e os atacantes recebem a bola na cara do gol. É a seleção a ser batida no futebol mundial, que tem como base o Real Madrid e o Barcelona. Aliás, vendo a Espanha jogar, parece um Barça sem o argentino Messi. Na Copa-14, nem mesmo o Brasil jogando em casa, nem a Itália "mordida" com os 4 a 0 na final da Euro-12, nem a Argentina do Papa, do melhor do mundo e de la mano de Dios, podem parar a Espanha. Talvez os alemães? Especialistas em desconstruir esquemas táticos de grandes seleções como a Hungria de Puskas (1954), a Holanda de Cruyff (1974) e a Argentina de Maradona (1990), a Alemanha com seu futebol pragmático pode anular a bola dos espanhóis. Só não conseguiu evitar o penta do Brasil em 2002 com dois gols de Ronaldo "fenômeno" na conquista da quinta estrela.

Em Mundiais, o penúltimo confronto entre Brasil e Espanha foi na Copa de 1978, na Argentina, fase de grupos. Um típico zero à zero de futebol truncado, sem brilho, capaz de arrancar nachos de grama do estádio de Mar del Plata. Além disso, o quê lembro da partida (assisti na casa de um amigo de ginásio) foi o lance de gol dos espanhóis salvo por Amaral (ex-beck do Guarani-SP) debaixo do gol de Leão. Outro jogo importante foi na Copa de 1962, no Chile, na campanha do bicampeonato com vitória por 2 a 1, gols de Amarildo (substituto de Pelé). Meu time de botão da Espanha é um Gulliver da série "FIFA World Cup Germany-2006", de plástico vermelho perolado, com adesivos das bandeiras dos países. O goleiro original foi substituído por caixa de fósforos (tipo grande), mais ágeis para defender a bolinha. Como o brasão das armas da bandeira da Espanha é muito semelhante ao escudo da seleção, mantive o botão todo original da Gulliver. Único ponto negativo dos modelos atuais da Gulliver é a bolinha, em formato de disco, que ao tocá-la fica em pé rodando, dificultando o domínio das jogadas. Nos jogos antigos da marca, a bolinha não fazia curvas, pois o disco não tinha angulação nas laterais. Neste exemplar, só falta mesmo colocar a numeração dos jogadores que ficaria bem legal, se fosse decalcável como nas antigas cartelas de Letraset, algo inimaginável na época que comecei minha coleção, pois fazíamos os números à partir de folhinhas de calendário. Hoje em dia, desenho os escudos no Illustrator, escolho a fonte das letras, quase sempre réplicas das famosas marcas de material esportivo e imprimo a arte rapidamente.

Cartela de placa de isopor para acondicionar os botões da Espanha (Gulliver),
com goleiro feito de caixa de fósforos.

domingo, 10 de março de 2013

Itália - 2009


Caros leitores, continuando a série dos times que vão jogar a Copa das Confederações 2013 da FIFA, apresento a ITÁLIA representante da Europa por ter sido a vicecampeã em 2012, não repetindo o título de 1968. A seleção italiana está no grupo do Brasil, México e Japão. A arte da Itália é baseada nas cores do uniforme home 2009 da Puma que foi usado na última Copa das Confederações da África do Sul em 2009. O azul ciano claro e o branco são as cores básicas, porém há uma versão marrom para o calção. Os escudos combinam com o botão azul da marca Gulliver que lançou em 2010 a série "Futebol de Botão Oficial", muito semelhante ao seu modelo "disco" de plástico dos anos 1970, porém, com dois tamanhos de botão, goleiro de caixinha e trave nos padrões oficiais. A cor tradicional do uniforme da Itália é o azul, em homenagem à realeza dos Savóia que unificou o país no século 19. O emblema da FIFA World Champion 2006 marca o tetracampeonato conquistado na Copa da Alemanha - 2006 (depois de 24 anos do tri - idêntico ao Brasil!), quando a squadra azurra derrotou a França. Seria mais atual colocar a Espanha campeã mundial em 2010 com o emblema da FIFA, mas vou mostrar a seleção da fúria com o botão original da Gulliver, série "FIFA World Cup Germany 2006" que está na minha coleção. Fiz uma escalação da Itália mantendo nomes importantes da geração 2006-2010, como Buffon, Canavarro, Zambrota, Pirlo e Balloteli - atacante de origem ganesa que foi destaque da Euro-2012. O maior artilheiro da seleção italiana é Luigi Riva (35 gols) que jogou a final contra o Brasil em 1970. Outros goleadores foram "Totó" Schillaci (6 gols na Copa da Itália - 1990); Del Piero, Roberto Baggio e Paulo Rossi (todos com 27 gols). Rossi chamado de "il bambino d'oro" marcou três gols contra o Brasil na Copa da Espanha - 1982. Quatro anos antes na Argentina, os italianos formariam a base do time tricampeão de 82, que eliminou a melhor seleção brasileira que vi jogar, comandada por Júnior, Falcão, Sócrates e Zico. Não foi à toa: com o placar de 2 a 2 o Brasil se classificaria, mas o "futebol arte" do técnico Telê Santana atacava a perigosa equipe italiana que logo marcou o terceiro gol. Contra o Brasil foram grandes confrontos envolvendo disputas de títulos como na Copa de 1970 (México) e na Copa de 1994 (Estados Unidos) assim como no Torneio do Bicentenário da Independência dos EUA (1976) com o mesmo placar emblemático de 4 a 1 para o Brasil, com gol de Zico. Ainda houve a disputa do terceiro lugar na Copa de 1978 (Argentina) onde o Brasil ganhou por 2 a 1 e ficou conhecido como campeão moral do torneio, pois a Argentina chegou à final em casa depois de "golear" o Peru por 6 a 0 na segunda fase. Se a final de 2006 ficou marcada pela expulsão do francês Zidane após a cabeçada no peito de Materazzi, para a Itália o título também espantou o fantasma das disputas de penaltis como em 94 contra o Brasil. Enquanto ficamos à espera de mais uma possível decisão Itália x Brasil nos gramados, no futebol de botão pode ter chegado a hora de Brasil x Argentina na final. Claro, pois poderíamos validar aquele gol de cabeça do Zico no jogo Brasil 1 x 1 Suécia na 1ª fase da Copa de 1978, quando o juiz apitou o final da partida antes da bola entrar. Com a vitória, o Brasil poderia pegar los hermanos na decisão. Mas isso é outra grande história...só no botão mesmo!


A Itália no jogo contra a Argentina na Copa de 1982:
em pé: Zoff, Antognoni, Scirea, Graziani, Collovati e Gentile;
Rossi, Conti, Cabrini, Oriali e Tardelli. (autor: El Gráfico - 1982)

 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Uruguai - Copa 2010

 
Caros leitores, estou começando a série dos times que vão jogar a Copa das Confederações 2013 da FIFA, evento teste para a Copa de 2014 no Brasil. O Uruguai foi escolhido como representante da América do Sul, como campeão da Copa América (2011) realizada na Argentina, onde o Brasil foi eliminado pelo Paraguai nos penaltis, errando as cinco cobranças. A "celeste olímpica" (bicampeã de futebol nas Olimpíadas de Paris 1924 e Amsterdã 1928) vai se juntar a Espanha, atual campeã mundial e da Eurocopa 2012, Taiti, representante da Oceania, mais o campeão africano (Copa Africana de Nações 2013). O grupo do Brasil, classificado por ser a próxima sede do Mundial, vai ter a Itália (vicecampeã da Euro 2012), México (Concacaf) e o Japão pela Ásia. A arte do Uruguai é baseada nas cores do uniforme home 2010 da Puma, com algumas estilizações, sendo meu primeiro desenho desta fase do blog, feito ainda no software FreeHand 11 (aprendi muito com meu amigo Gerson Mora). Meu time é bastante ofensivo, escalado com tres atacantes, com Forlán - melhor jogador do Mundial da África do Sul - Loco Abreu (ex-Botafogo/RJ) que protagonizou uma cavadinha no último penalti das quartas-de-final contra Gana. Vale lembrar que o Uruguai ressurgiu como força na Copa de 2010 com algumas coincidências: foi derrotada pela Holanda (Grupo C em 1974), terminando em 4º lugar, mesma posição da Copa de 1970 onde também perdeu para a Alemanha (Ocidental). E não pára por aí: o Uruguai (campeão em 1930/1950) foi uma grande potência do futebol até o Mundial do México'70, perdendo a chance de disputar o tricampeonato, justamente para o Brasil (bicampeão em 1958/1962) que venceu a Itália (bicampeã em 1934/1938) ficando definitamente com a Taça Jules Rimet, até ser roubada em 1983. A Gulliver lançou em 2006, na série "FIFA World Cup Germany 2006", um botão azul celeste da Argentina que combina com os escudos do Uruguai. Quando comprei este botão, pensei em decorar com escudos da seleção uruguaia que ficou de fora da série da Gulliver. Esses times de seleções vem com adesivos da bandeira do país, o que acho, particularmente, muito chato para os botonistas, pois lembro bem dos emocionantes Gulliver anos 80 com os escudos das seleções.

Botões azul celeste (Argentina) da Gulliver: cores peroladas para as seleções
Cartela da coleção de Futebol de Botão da Gulliver "Germany 2006"

sábado, 22 de dezembro de 2012

Meu time do Corinthians era VERDE!

Tenho algumas histórias sobre o Corinthians, como a invasão corinthiana do Maracanã (1976), o título paulista contra a Ponte Preta (1977), o penalti defendido pelo São Marcos na semifinal da Libertadores (1999), o rebaixamento no Brasileirão (2007) e o Chelsea (2012). Essa postagem guardei para um momento especial, como dizem meus colegas do jornalismo - isso rende uma boa matéria!. NÃO, EU NÃO SOU CORINTHIANO, mas é que alguns caras não vão acreditar, ainda mais agora que são campeões do mundo. Quem é colecionador de futebol de botão sabe do que estou falando: este botão é de uma série da marca Gulliver, de acrílico, década de 1970, onde os escudos dos times tinham um fundo cor para destacar dos botões em acrílico colorido. Essa arte dos adesivos era disponível também nos modelos de plástico da marca. Cada time tinha uma cor padrão: o botão do Palmeiras era verde e o selo amarelo claro; o Internacional/RS - botão vinho, selo laranja; o Santos, botão tranparente, selo violeta; o Flamengo, botão vermelho, selo azul claro; o São Paulo, botão vermelho, selo rosa (uii); o Corinthians, botão transparente, selo verde. Verde? "Não pode, de jeito nenhum!", disse certa vez meu amigo da Abaçaí Cultura & Arte, Aílton Graça, quando fomos convidados à desfilar pela Gaviões da Fiel no Carnaval de 1999, com participação dos percussionistas na ala do bumba-meu-boi. "Vocês podem tocar os pandeirões, usar qualquer figurino, mas não pode ter nada verde na roupa, nenhuma fita, eles não permitem", disse o Aílton, na época mestre-sala da escola de samba.


Botões do Corinthians em acrílico: fundo verde no selo, original da marca

Verde como a grama
Parece coisa de photoshop, mas não é. Posso garantir que na imagem só retoquei um mancha (defeito da lente). Atualmente seria inimaginável, impossível, um desrespeito às cores do timão e, pela rivalidade com o Palmeiras, uma provocação ao chamado derby paulista. Mas na época, penso que o marketing da marca de brinquedos não levou em conta tudo isso, simplesmente por não existir essa avalanche de material esportivo e de coisas relativas aos clubes, assim como, a massificação da rivalidade produzida pelos meios de comunicação e pelas torcidas organizadas ao longo dos anos. Atualmente o selo do botão da Gulliver tem texturas cinzas e as estrelas conquistadas acompanham o escudo. Bem amigos, o fato é que existiu o botão e por sorte (de colecionador) tenho um exemplar na minha coleção, o qual joguei muitas partidas com esse time. Em relação à qualidade do botão, ficava atrás dos famosos "panelinha" da Estrela, mais leves e rápidos na jogabilidade e também perdia de goleada dos times feitos de "lente de relógio". É meio pesadão, duro de fazer gol, assim como o time de futebol, na época estava a 23 anos sem título, um jejum interrompido com a chorada vitória de 1977 na final do Paulistão contra a Ponte Preta (vale um post, porque assisti com meu tio corinthiano que tinha tv à cores e "pegava" as transmissões com a antena virada pra Campinas, sensacional!). Como era costume, colocava os números  (feitos de calendário) nos jogadores para facilitar a narração dos jogos, pois a escalação era fácil decorar e os jogadores não trocavam de clubes a cada temporada. Mais ou menos assim: 1 - Tobias, 2 - Zé Maria, 3 - Moisés, 6 - Zé Eduardo, 4 - Wladimir, 5 - Ruço, 8 - Basílio, 10 - Palhinha, 7 - Vaguinho, 9 - Geraldão e 11 - Romeu. A embalagem desta série da Gulliver era uma caixa de papelão contendo os botões, goleiro, bolinha, batedeira, trave grande (de plástico para montar) e um folheto em p&b com o histórico do clube (da minha coleção, restou apenas a caixa do Palmeiras, é claro). Fica a mensagem da magia do futebol de botão que transformava os participantes em times, a mesa da cozinha ou o chão da sala em campo de futebol, a fascinante confecção de times fora de catálogo, os goleiros de caixa de fósforo e a pura emoção das jogadas sem nenhum pixel de resolução dos atuais videogames. É isso aí, o meu time de botão do Corinthians era diferente!