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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Japão e as figurinhas de 2010

Customização dos botões Gulliver: adesivos do Japão
com as figurinhas da Copa de 2010
A seleção do JAPÃO foi a primeira classificada para a Copa do Mundo FIFA-2014, pelas eliminatórias asiáticas. É a quinta participação seguida em Copas, desde 1998 na França. Seu primeiro resultado expressivo no futebol foi em 1968, conquistando a medalha de bronze nas Olimpíadas da Cidade do México. Na década de 1990, iniciou a profissionalização do futebol com a criação da J-League. O Japão é tetracampeão da Copa da Ásia (1992/2000/2004/2011) tornando-se a maior força do futebol asiático, seguido pela Coréia do Sul. As duas seleções realizaram em conjunto a Copa de 2002, que se tornou o primeiro mundial da Ásia e a única competição da FIFA com duas sedes. O desempenho dos japoneses vem crescendo em mundiais, porém, ainda sem resultados expressivos. Em 1998 foi eliminado na fase de grupos, perdendo todos os jogos. Em 2002 como país-sede, empate em 2 a 2 com a Bélgica, 1 a 0 contra a Rússia, 2 a 0 na Tunísia e nas oitavas, foi eliminado pela Turquia por 0 a 1. Em 2006, sob o comando do técnico Zico, o Japão caiu no grupo do Brasil, com duas derrotas (Japão 1 x 3 Austrália; Japão 1 x 4 Brasil) e um empate sem gols com a Croácia na primeira fase. Na Copa de 2010, duas vitórias e uma derrota (Japão 1 x 0 Camarões; Japão 0 x 1 Holanda; Japão 5 x 1 Dinamarca) e nova eliminação nas oitavas, perdendo nos penaltis para o Paraguai. Na FIFA World Cup Brasil os japoneses estão no grupo C, estreando contra a Costa do Marfim (Arena Pernambuco-Recife), Grécia (Arena das Dunas-Natal) e Colômbia (Arena Pantanal-Cuiabá). Na fase de grupos, a seleção do Japão estará hospedada em Itú-SP, treinando em Sorocaba no estádio Walter Ribeiro (CIC), sob o comando do técnico italiano Alberto Zaccheroni. São destaques dos samurais azuis o meia Keisuke Honda (Milan-ITA) e o atacante Shinji Kagawa (Manchester United-ING). Até hoje, Zico é considerado ídolo no futebol japonês (Kashima Antlers, 1991/1994, com 54 gols). Responsável pela popularização da liga de futebol no país, o galinho treinou o Japão de 2002 a 2006.


Meu time de botão do Japão começou a ser elaborado ainda na Copa de 2010 (África do Sul), quando colecionei o álbum de figurinhas. Com um "olhar de desenhista", percebi que algumas seleções tinham cromos dos jogadores onde os escudos estavam destacados. Resolvi guardar dez figurinhas repetidas que poderia "enquadrar" as camisas para fazer os adesivos dos botões no tamanho básico (2,4 cm de diâmetro). Com design único, a cartela do Japão apresenta o uniforme home da Adidas (cor azul com 3 listras brancas na manga e detalhe em vermelho na gola) com o belo escudo da seleção japonesa. Para completar o projeto, escolhi um time da Gulliver (botão branco, de plástico) da série "Futebol Bolão" (veja passo-a-passo abaixo). Na atual edição da Panini para o álbum da Copa do Brasil-14, algumas figurinhas oferecem esse enquadramento, com os tradicionais uniformes do Brasil, Croácia e, os novos designs de Alemanha e Rússia, por exemplo. Pra quem não guardou as repetidas de 2010 (França, Camarões, Holanda, Japão) outra possibilidade é escanear o álbum da Copa da África do Sul, fazer a arte em programas de edição de fotos e imprimir as cartelas para adesivar os botões.

ARTE-FINAL DE ESCUDOS COM AS FIGURINHAS DA COPA

1- Selecione as figurinhas repetidas da sua coleção que tenham o escudo em destaque. Você vai precisar de régua, gabarito de círculos, tesoura e lapiseira; 2- Use o gabarito para enquadrar o escudo; faça um círculo de 2,4 cm de diâmetro com grafite azul sobre a foto. 3- Recorte com a tesoura a área marcada na figurinha. Por último, destaque a parte autocolante e escolha os botões para adesivar.      


sábado, 31 de agosto de 2013

Suécia - no caminho do tetra


A surpreendente seleção da Suécia da Copa do Mundo de 1994, marcou o tetracampeonato da Seleção Brasileira. Foram dois confrontos nos EUA: na fase de grupos, empate em 1 a 1 (Silverdome, gols de Kennet Andersson e Romário) e na semifinal (Rose Bowl), o Brasil venceu por 1 a 0, gol solitário de Romário. Em jogo duríssimo, o baixinho artilheiro subiu para escorar de cabeça aos 35' do segundo tempo, para decepção do goleiro Ravelli e alívio nacional. A Suécia ficou em 2º lugar do Grupo B, com Brasil, Rússia e Camarões. Nas oitavas, passou por Arábia Saudita (3 a 1); nas quartas derrotou a Romênia nos penaltis (empate em 2 a 2) até chegar na semifinal contra o Brasil. Venceu a Bulgária na disputa do terceiro lugar, numa goleada por 4 a 0. Melhor ataque do mundial (15 gols), conquistado pela geração que também foi terceiro lugar na Eurocopa de 1992, com Brolin, Dahlin, K. Andersson, o cabeludo Larsson e o irreverente Ravelli.

A Suécia segue na disputa das Eliminatórias européias para a Copa de 2014, no grupo C (Alemanha/Áustria/Irlanda/Cazaquistão/Ilhas Faroé) para se manter entre as 10 maiores seleções (número de participações em Mundiais), com Ibrahimovic, craque do PSG. Entre os títulos, foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres (1948), terceiro lugar na Copa de 1950 (Brasil) e vicecampeã na Copa de 1958, onde foi país sede, derrotada por 5 a 2 no primeiro título mundial do Brasil. Nos 24 anos que separavam o tricampeonato do "é tetra, é tetra" do Brasil, os suecos ainda cruzariam o caminho do tão sonhado título da Seleção Brasileira, como na primeira fase da Copa de 1978, na Argentina. Nesse episódio, (me lembro do jogo até hoje) o Brasil teve um gol anulado quando a partida estava empatada em 1 a 1 (gol de Reinaldo). Na etapa final , aos 45'03", após cobrança de escanteio Zico marcou de cabeça, só que o árbitro da partida Clive Thomas (País de Gales) - o mesmo da partida Brasil 1 x 0 Alemanha Oriental, da Copa de 1974 - apitou "final de jogo" ainda na trajetória da bola, para frustração do galinho que mais ficou no banco, durante a Copa vencida pelos argentinos. Na Copa de 1990 (Itália), mais uma vitória canarinho: Brasil 2 x 1 Suécia (gols de Careca e Brolin) ficando os suecos apenas em 21º lugar, com a mesma seleção que disputaria a Copa de 1994 e o Brasil, precocemente eliminado pela Argentina nas oitavas-de-final.

Entre as disputas, há ainda a cor da camisa: as duas seleções tem o amarelo no 1º uniforme. A Suécia usa camisa amarela, calção azul e meias amarelas; o Brasil usa camisa amarela, calção azul (ou branco) e meias brancas (ou azuis). E mais: o segundo uniforme de ambas é azul. A Suécia usou um terceiro uniforme branco, na semifinal da Copa de 1994 contra o Brasil, com a colorida camisa do goleiro Thomas Ravelli. A arte que ilustra este texto é baseada no uniforme home (amarelo com faixas azuis) fornecida pela Adidas para a "World Cup USA'94". O escudo da Suécia é o atual (com a inscrição - Svenska FotbollFörbundet) e a tipologia da numeração dos jogadores é a Old classic numbers. Em 1978, nas mágicas partidas de futebol de botão, sempre repetia o polêmico lance do escanteio validando o gol de Zico. As vezes, anulando porque o craque não "explodia" nas Copas, como fazia jogando pelo Flamengo. Na época, botões amarelos (plásticos opacos ou cristal) eram raros, mas ganhei um time do tipo "banca de jornal" decorados com escudos do Botafogo-PB (nada a ver). A marca Gulliver lançou um time amarelo do Brasil, na série "Futebol de botão oficial" (2010), assim como a coleção do Neymar (2012) também na versão verde para a seleção.      


domingo, 10 de março de 2013

Itália - 2009


Caros leitores, continuando a série dos times que vão jogar a Copa das Confederações 2013 da FIFA, apresento a ITÁLIA representante da Europa por ter sido a vicecampeã em 2012, não repetindo o título de 1968. A seleção italiana está no grupo do Brasil, México e Japão. A arte da Itália é baseada nas cores do uniforme home 2009 da Puma que foi usado na última Copa das Confederações da África do Sul em 2009. O azul ciano claro e o branco são as cores básicas, porém há uma versão marrom para o calção. Os escudos combinam com o botão azul da marca Gulliver que lançou em 2010 a série "Futebol de Botão Oficial", muito semelhante ao seu modelo "disco" de plástico dos anos 1970, porém, com dois tamanhos de botão, goleiro de caixinha e trave nos padrões oficiais. A cor tradicional do uniforme da Itália é o azul, em homenagem à realeza dos Savóia que unificou o país no século 19. O emblema da FIFA World Champion 2006 marca o tetracampeonato conquistado na Copa da Alemanha - 2006 (depois de 24 anos do tri - idêntico ao Brasil!), quando a squadra azurra derrotou a França. Seria mais atual colocar a Espanha campeã mundial em 2010 com o emblema da FIFA, mas vou mostrar a seleção da fúria com o botão original da Gulliver, série "FIFA World Cup Germany 2006" que está na minha coleção. Fiz uma escalação da Itália mantendo nomes importantes da geração 2006-2010, como Buffon, Canavarro, Zambrota, Pirlo e Balloteli - atacante de origem ganesa que foi destaque da Euro-2012. O maior artilheiro da seleção italiana é Luigi Riva (35 gols) que jogou a final contra o Brasil em 1970. Outros goleadores foram "Totó" Schillaci (6 gols na Copa da Itália - 1990); Del Piero, Roberto Baggio e Paulo Rossi (todos com 27 gols). Rossi chamado de "il bambino d'oro" marcou três gols contra o Brasil na Copa da Espanha - 1982. Quatro anos antes na Argentina, os italianos formariam a base do time tricampeão de 82, que eliminou a melhor seleção brasileira que vi jogar, comandada por Júnior, Falcão, Sócrates e Zico. Não foi à toa: com o placar de 2 a 2 o Brasil se classificaria, mas o "futebol arte" do técnico Telê Santana atacava a perigosa equipe italiana que logo marcou o terceiro gol. Contra o Brasil foram grandes confrontos envolvendo disputas de títulos como na Copa de 1970 (México) e na Copa de 1994 (Estados Unidos) assim como no Torneio do Bicentenário da Independência dos EUA (1976) com o mesmo placar emblemático de 4 a 1 para o Brasil, com gol de Zico. Ainda houve a disputa do terceiro lugar na Copa de 1978 (Argentina) onde o Brasil ganhou por 2 a 1 e ficou conhecido como campeão moral do torneio, pois a Argentina chegou à final em casa depois de "golear" o Peru por 6 a 0 na segunda fase. Se a final de 2006 ficou marcada pela expulsão do francês Zidane após a cabeçada no peito de Materazzi, para a Itália o título também espantou o fantasma das disputas de penaltis como em 94 contra o Brasil. Enquanto ficamos à espera de mais uma possível decisão Itália x Brasil nos gramados, no futebol de botão pode ter chegado a hora de Brasil x Argentina na final. Claro, pois poderíamos validar aquele gol de cabeça do Zico no jogo Brasil 1 x 1 Suécia na 1ª fase da Copa de 1978, quando o juiz apitou o final da partida antes da bola entrar. Com a vitória, o Brasil poderia pegar los hermanos na decisão. Mas isso é outra grande história...só no botão mesmo!


A Itália no jogo contra a Argentina na Copa de 1982:
em pé: Zoff, Antognoni, Scirea, Graziani, Collovati e Gentile;
Rossi, Conti, Cabrini, Oriali e Tardelli. (autor: El Gráfico - 1982)