domingo, 10 de março de 2013

Itália - 2009


Caros leitores, continuando a série dos times que vão jogar a Copa das Confederações 2013 da FIFA, apresento a ITÁLIA representante da Europa por ter sido a vicecampeã em 2012, não repetindo o título de 1968. A seleção italiana está no grupo do Brasil, México e Japão. A arte da Itália é baseada nas cores do uniforme home 2009 da Puma que foi usado na última Copa das Confederações da África do Sul em 2009. O azul ciano claro e o branco são as cores básicas, porém há uma versão marrom para o calção. Os escudos combinam com o botão azul da marca Gulliver que lançou em 2010 a série "Futebol de Botão Oficial", muito semelhante ao seu modelo "disco" de plástico dos anos 1970, porém, com dois tamanhos de botão, goleiro de caixinha e trave nos padrões oficiais. A cor tradicional do uniforme da Itália é o azul, em homenagem à realeza dos Savóia que unificou o país no século 19. O emblema da FIFA World Champion 2006 marca o tetracampeonato conquistado na Copa da Alemanha - 2006 (depois de 24 anos do tri - idêntico ao Brasil!), quando a squadra azurra derrotou a França. Seria mais atual colocar a Espanha campeã mundial em 2010 com o emblema da FIFA, mas vou mostrar a seleção da fúria com o botão original da Gulliver, série "FIFA World Cup Germany 2006" que está na minha coleção. Fiz uma escalação da Itália mantendo nomes importantes da geração 2006-2010, como Buffon, Canavarro, Zambrota, Pirlo e Balloteli - atacante de origem ganesa que foi destaque da Euro-2012. O maior artilheiro da seleção italiana é Luigi Riva (35 gols) que jogou a final contra o Brasil em 1970. Outros goleadores foram "Totó" Schillaci (6 gols na Copa da Itália - 1990); Del Piero, Roberto Baggio e Paulo Rossi (todos com 27 gols). Rossi chamado de "il bambino d'oro" marcou três gols contra o Brasil na Copa da Espanha - 1982. Quatro anos antes na Argentina, os italianos formariam a base do time tricampeão de 82, que eliminou a melhor seleção brasileira que vi jogar, comandada por Júnior, Falcão, Sócrates e Zico. Não foi à toa: com o placar de 2 a 2 o Brasil se classificaria, mas o "futebol arte" do técnico Telê Santana atacava a perigosa equipe italiana que logo marcou o terceiro gol. Contra o Brasil foram grandes confrontos envolvendo disputas de títulos como na Copa de 1970 (México) e na Copa de 1994 (Estados Unidos) assim como no Torneio do Bicentenário da Independência dos EUA (1976) com o mesmo placar emblemático de 4 a 1 para o Brasil, com gol de Zico. Ainda houve a disputa do terceiro lugar na Copa de 1978 (Argentina) onde o Brasil ganhou por 2 a 1 e ficou conhecido como campeão moral do torneio, pois a Argentina chegou à final em casa depois de "golear" o Peru por 6 a 0 na segunda fase. Se a final de 2006 ficou marcada pela expulsão do francês Zidane após a cabeçada no peito de Materazzi, para a Itália o título também espantou o fantasma das disputas de penaltis como em 94 contra o Brasil. Enquanto ficamos à espera de mais uma possível decisão Itália x Brasil nos gramados, no futebol de botão pode ter chegado a hora de Brasil x Argentina na final. Claro, pois poderíamos validar aquele gol de cabeça do Zico no jogo Brasil 1 x 1 Suécia na 1ª fase da Copa de 1978, quando o juiz apitou o final da partida antes da bola entrar. Com a vitória, o Brasil poderia pegar los hermanos na decisão. Mas isso é outra grande história...só no botão mesmo!


A Itália no jogo contra a Argentina na Copa de 1982:
em pé: Zoff, Antognoni, Scirea, Graziani, Collovati e Gentile;
Rossi, Conti, Cabrini, Oriali e Tardelli. (autor: El Gráfico - 1982)

 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O São Paulo antes da Libertadores


Seis times brasileiros estão na disputa da Copa Libertadores da América - 2013 entre eles o tricampeão São Paulo Futebol Clube que está no grupo 3 do Atlético-MG. Com seis títulos nacionais, seria o maior vencedor do Campeonato Brasileiro que começou a ser disputado em 1971. E foi até 2010, quando a CBF unificou os títulos nacionais conquistados anteriormente, caso das edições da Taça Brasil e Taça de Prata, campeoanatos com menos equipes e sem a divisão em séries do atual brasileiro. Com isso, Palmeiras e Santos, ambos com oito conquistas estão na ponta dos maiores campeões do Brasil. Ainda em 2010, o tricolor paulista ganhou o direito da chamada “taça das bolinhas”, troféu do Campeonato Brasileiro que seria entregue definitivamente ao primeiro pentacampeão. O São Paulo fundado em 1930-35, de fato, somou antes as cinco conquistas (1977/1986/1991/2006/2007/2008), mas o Flamengo e a CBF criaram a tal polêmica, pois o mengão considera seu o título da Copa União (1987), organizada por 13 clubes tradicionais e depois chamado de módulo Verde. Na ocasião, o time carioca recusou-se a jogar a finalíssima contra o Sport Club Recife, campeão do módulo Amarelo, organizada pela CBF com outros times considerados da 1ª divisão, como o Guarani-SP.
Não vou falar das conquistas das Libertadores (1992/1993/2005) e também dos três Mundiais (que assisti contra minha vontade!) porque devo destacar o primeiro título brasileiro de 1977, vencendo o Atlético-MG em pleno Mineirão. Este é mais um episódio dos tempos do jogo de botão com os amigos (sim, eu tinha um amigo são-paulino!) e do futebol de rua (com golzinho livre, aquele feito de chinelo ou tijolo). Não lembro se assisti a final na minha tv General Eletric preto & branco ou se na Philips colorida do meu primo são-paulino. Meu nome Leonidas vem do meu pai, são-paulino não-praticante, mas que também me levava ao estádio, como na inauguração do CIC “Walter Ribeiro”, em Sorocaba, quando o São Bento perdeu por 1 a 0 para o São Paulo debaixo de muita chuva. Décadas antes, o atacante Leônidas da Silva (ex-Flamengo) - o "diamante negro" e seu gol de bicicleta - foi a grande contratação do São Paulo em 1942, resultando nas conquistas dos títulos paulistas de 1943, 1945/1946 e 1948/1949 que elevou o tricolor do Morumbi ao lado dos consagrados Palmeiras e Corinthians.
Na década de 70 o time tricolor ficou com o vice do Brasileiro de 1971 e, já flertava com a Taça Libertadores em 1974, quando perdeu a final para o Independiente da Argentina por 1 a 0. Até chegar ao título inédito do Campeonato Brasileiro de 1977 (disputado por 62 clubes divididos em grupos) cuja final aconteceu em 5 de março de 1978. Esta foi a primeira decisão de título disputada nos penaltis, (0 a 0 no jogo) também marcada por um pisão do volante Chicão no atleticano Angelo, depois que o jogador já estava se arrastando após sofrer um carrinho. Jogando sempre com muita raça no São Paulo e na Seleção Brasileira, Chicão foi escalado pelo técnico Cláudio Coutinho na Copa de 1978 no jogo contra a Argentina, anulando os craques Kempes e Ardiles. O meu time de botão do São Paulo é da marca Estrela, vermelho, modelo panelinha com escudos, que está na minha coleção desde 1980. Antes tinha um São Paulo da Gulliver, de plástico, que de tão surrado virou outro time (Ferroviária-SP, com escudos desenhados à mão livre). Tive outro do São Paulo também da Estrela, com as carinhas dos jogadores, (jogava muito no chão da sala) mas infelizmente desapareceu antes de iniciar minha coleção. O time tinha as fotos dos uruguaios Pedro Rocha, Forlán, do ponta-esquerda Paraná (ex-São Bento), Gérson , Mirandinha e do goleiro Sérgio. Na jogabilidade, os botões da Estrela se destacam pela leveza do plástico fino que produz um “estalo” característico quando acionado pela batedeira. A marca encerrou sua produção de futebol de botão justamente com a série dos clubes com distintivos, como este "em ótimo estado" do São Paulo.
Fotos final Brasileiro de 1977


Os botões do São Paulo com os distintivos: fim da produção da Estrela na década de 70 
 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Uruguai - Copa 2010

 
Caros leitores, estou começando a série dos times que vão jogar a Copa das Confederações 2013 da FIFA, evento teste para a Copa de 2014 no Brasil. O Uruguai foi escolhido como representante da América do Sul, como campeão da Copa América (2011) realizada na Argentina, onde o Brasil foi eliminado pelo Paraguai nos penaltis, errando as cinco cobranças. A "celeste olímpica" (bicampeã de futebol nas Olimpíadas de Paris 1924 e Amsterdã 1928) vai se juntar a Espanha, atual campeã mundial e da Eurocopa 2012, Taiti, representante da Oceania, mais o campeão africano (Copa Africana de Nações 2013). O grupo do Brasil, classificado por ser a próxima sede do Mundial, vai ter a Itália (vicecampeã da Euro 2012), México (Concacaf) e o Japão pela Ásia. A arte do Uruguai é baseada nas cores do uniforme home 2010 da Puma, com algumas estilizações, sendo meu primeiro desenho desta fase do blog, feito ainda no software FreeHand 11 (aprendi muito com meu amigo Gerson Mora). Meu time é bastante ofensivo, escalado com tres atacantes, com Forlán - melhor jogador do Mundial da África do Sul - Loco Abreu (ex-Botafogo/RJ) que protagonizou uma cavadinha no último penalti das quartas-de-final contra Gana. Vale lembrar que o Uruguai ressurgiu como força na Copa de 2010 com algumas coincidências: foi derrotada pela Holanda (Grupo C em 1974), terminando em 4º lugar, mesma posição da Copa de 1970 onde também perdeu para a Alemanha (Ocidental). E não pára por aí: o Uruguai (campeão em 1930/1950) foi uma grande potência do futebol até o Mundial do México'70, perdendo a chance de disputar o tricampeonato, justamente para o Brasil (bicampeão em 1958/1962) que venceu a Itália (bicampeã em 1934/1938) ficando definitamente com a Taça Jules Rimet, até ser roubada em 1983. A Gulliver lançou em 2006, na série "FIFA World Cup Germany 2006", um botão azul celeste da Argentina que combina com os escudos do Uruguai. Quando comprei este botão, pensei em decorar com escudos da seleção uruguaia que ficou de fora da série da Gulliver. Esses times de seleções vem com adesivos da bandeira do país, o que acho, particularmente, muito chato para os botonistas, pois lembro bem dos emocionantes Gulliver anos 80 com os escudos das seleções.

Botões azul celeste (Argentina) da Gulliver: cores peroladas para as seleções
Cartela da coleção de Futebol de Botão da Gulliver "Germany 2006"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O botão branco do Fluminense

 
Botões da Estrela: mais leves e rápidos
O Brasileirão de 2012 consagrou mais um time como tetracampeão, desta vez o tricolor das Laranjeiras, o Fluminense Footboll Club de torcedores ilustres como Chico Buarque, Jô Soares e o jornalista/dramaturgo Nelson Rodrigues. Título somente possível depois que a CBF em 2010 passou a reconhecer os campeonatos nacionais anteriores à 1971 (ano do primeiro Campeonato Brasileiro vencido pelo Atlético/MG), deste modo, o título de 1970 da Taça de Prata foi somado ao tricampeonato do Flu – 1984/2010/2012. Como havia comentado no post anterior (“O meu time do Corinthians era VERDE”) o Fluminense do meia Rivellino chamado de “máquina tricolor”, chegou perto da final do Brasileiro em 1976, eliminado na semifinal contra o Corinthians, na chamada “invasão do Maracanã”, com um público inimaginável nos dias atuais, cerca de 146 mil pessoas. Na outra semi o Internacional/RS venceria o Atlético/MG, numa disputa marcada pelo gol espetacular de Falcão, depois da tabelinha de cabeça e chute de bate-pronto na entrada da área. Naquele ano, o sensacional time do Internacional seria o segundo bicampeão nacional, vencendo o Corinthians que estava na fila de títulos. Assisti aos dois jogos na casa de meus primos mais velhos: o da semifinal no Maracanã e o segundo jogo da final no Beira-Rio, minha primeira lembrança dos grandes jogos que vi na tv colorida, com uma grande cobertura da mídia. A expectativa era enorme, pois as notícias vinham principalmente pelo jornal, rádio e tv. Jornais como A Gazeta Esportiva, Jornal da Tarde e a revista Placar eram verdadeiros arquivos de resultados, escalação, fotos de jogadores e escudinhos para os times de futebol de botão. Naquele tempo, esperava-se anciosamente o jornal sair na banca com notícias “quentes” do dia anterior (fato normal no jornalismo até o surgimento da internet na década de 90). As transmissões de futebol ao vivo na tv eram raras, muitas vezes, assistia somente o vt dos jogos na TV Cultura (canal 2) no domingo à noite, narrados por José Carlos Cicarelli e Luiz Noriega (morto em dez/2012). Ou então, acompanhava os resultados dos jogos com a “Loteria Esportiva” divulgada pela zebrinha do programa Fantástico. Enfim, os anos 1970 marcaram o fim da “época de ouro” do futebol brasileiro, sem internet, celular ou qualquer dispositivo do tipo personal computer para acompanhar as notícias do futebol e os jogos da rodada.

“Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos.” (Nelson Rodrigues)

E o Galvão gritou de novo: “olha o gol, olha o gol!”

O primeiro título brasileiro veio em 1984 contra o rival Vasco, com gol do paraguaio Romerito no primeiro jogo e empate em 0 a 0 no segundo. Em 2008 em grandes jogos, o tricolor das Laranjeiras venceu o Boca Juniors por 3 a 1 pela semifinal da Libertadores, no Maracanâ, que foi palco da final perdida para a LDU do Equador. Em 2010 sagrou-se campeão brasileiro vencendo o Guarani por 1 a 0, no Engenhão. Já em 2012, o Fluminense foi tetracampeão brasileiro com duas rodadas de antecedência, simplesmente em cima do Palmeiras, rebaixado para Série B. O principal narrador da Globo que ultimamente só fazia jogos da Seleção Brasileira, depois das Olimpíadas de Londres 2012, voltou a fazer jogos do Brasileirão, do Palmeiras ameaçado pelo rebaixamento e do Fluminense candidato ao título. E ele usou sua atual marca das narrações: “olho o gol, olho o gol”, justamente contra o Verdão (que sacanagem!), além de um discreto “é tetra” no final da partida. Nos últimos anos o Fluzão voltou a usar o uniforme home tricolor (listrado nas cores verde, grená e branco) com design muito semelhante ao da dédada de 70, e a camisa branca que seria o segundo uniforme, vem sendo pouco utilizada. Já foi usado o grená como 3º uniforme, mas o branco é mesmo um uniforme reserva. Os times de botão da marca Estrela, modelo “panelinha”, reinavam nos anos 1970, com as famosas “carinhas” dos jogadores (que pouco trocavam de clubes) e os escudos retrô, cujo botão branco do Flu eu tenho na minha coleção. Os botões para o Fluminense da marca Gulliver, em geral, são verdes, tanto os de plástico como os de acrílico. Os da marca Canindé, com o slogan “o único em acrílico” eram transparentes. Para o Vasco e o Botafogo, a Estrela e a Gulliver usavam o preto e para o Flamengo, o vermelho. Não lembro de ver outras marcas que usassem o branco como cor principal para o Fluminense e, sendo este um original, é uma raridade. Um verdadeiro “álbum branco dos Beatles”.


Botões do Fluminense da marca Estrela: brancos com escudo retrô (1979)
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Meu time do Corinthians era VERDE!

Tenho algumas histórias sobre o Corinthians, como a invasão corinthiana do Maracanã (1976), o título paulista contra a Ponte Preta (1977), o penalti defendido pelo São Marcos na semifinal da Libertadores (1999), o rebaixamento no Brasileirão (2007) e o Chelsea (2012). Essa postagem guardei para um momento especial, como dizem meus colegas do jornalismo - isso rende uma boa matéria!. NÃO, EU NÃO SOU CORINTHIANO, mas é que alguns caras não vão acreditar, ainda mais agora que são campeões do mundo. Quem é colecionador de futebol de botão sabe do que estou falando: este botão é de uma série da marca Gulliver, de acrílico, década de 1970, onde os escudos dos times tinham um fundo cor para destacar dos botões em acrílico colorido. Essa arte dos adesivos era disponível também nos modelos de plástico da marca. Cada time tinha uma cor padrão: o botão do Palmeiras era verde e o selo amarelo claro; o Internacional/RS - botão vinho, selo laranja; o Santos, botão tranparente, selo violeta; o Flamengo, botão vermelho, selo azul claro; o São Paulo, botão vermelho, selo rosa (uii); o Corinthians, botão transparente, selo verde. Verde? "Não pode, de jeito nenhum!", disse certa vez meu amigo da Abaçaí Cultura & Arte, Aílton Graça, quando fomos convidados à desfilar pela Gaviões da Fiel no Carnaval de 1999, com participação dos percussionistas na ala do bumba-meu-boi. "Vocês podem tocar os pandeirões, usar qualquer figurino, mas não pode ter nada verde na roupa, nenhuma fita, eles não permitem", disse o Aílton, na época mestre-sala da escola de samba.


Botões do Corinthians em acrílico: fundo verde no selo, original da marca

Verde como a grama
Parece coisa de photoshop, mas não é. Posso garantir que na imagem só retoquei um mancha (defeito da lente). Atualmente seria inimaginável, impossível, um desrespeito às cores do timão e, pela rivalidade com o Palmeiras, uma provocação ao chamado derby paulista. Mas na época, penso que o marketing da marca de brinquedos não levou em conta tudo isso, simplesmente por não existir essa avalanche de material esportivo e de coisas relativas aos clubes, assim como, a massificação da rivalidade produzida pelos meios de comunicação e pelas torcidas organizadas ao longo dos anos. Atualmente o selo do botão da Gulliver tem texturas cinzas e as estrelas conquistadas acompanham o escudo. Bem amigos, o fato é que existiu o botão e por sorte (de colecionador) tenho um exemplar na minha coleção, o qual joguei muitas partidas com esse time. Em relação à qualidade do botão, ficava atrás dos famosos "panelinha" da Estrela, mais leves e rápidos na jogabilidade e também perdia de goleada dos times feitos de "lente de relógio". É meio pesadão, duro de fazer gol, assim como o time de futebol, na época estava a 23 anos sem título, um jejum interrompido com a chorada vitória de 1977 na final do Paulistão contra a Ponte Preta (vale um post, porque assisti com meu tio corinthiano que tinha tv à cores e "pegava" as transmissões com a antena virada pra Campinas, sensacional!). Como era costume, colocava os números  (feitos de calendário) nos jogadores para facilitar a narração dos jogos, pois a escalação era fácil decorar e os jogadores não trocavam de clubes a cada temporada. Mais ou menos assim: 1 - Tobias, 2 - Zé Maria, 3 - Moisés, 6 - Zé Eduardo, 4 - Wladimir, 5 - Ruço, 8 - Basílio, 10 - Palhinha, 7 - Vaguinho, 9 - Geraldão e 11 - Romeu. A embalagem desta série da Gulliver era uma caixa de papelão contendo os botões, goleiro, bolinha, batedeira, trave grande (de plástico para montar) e um folheto em p&b com o histórico do clube (da minha coleção, restou apenas a caixa do Palmeiras, é claro). Fica a mensagem da magia do futebol de botão que transformava os participantes em times, a mesa da cozinha ou o chão da sala em campo de futebol, a fascinante confecção de times fora de catálogo, os goleiros de caixa de fósforo e a pura emoção das jogadas sem nenhum pixel de resolução dos atuais videogames. É isso aí, o meu time de botão do Corinthians era diferente!   

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O São Bento do Decoliveira

O Esporte Club São Bento permaneceu na 1ª Divisão do Campeonato Paulista por 29 anos (1963 a 1992) voltando a participar da Série A-1 em 2006 e 2007, descendo para A-2 onde ficou até este ano com algumas boas campanhas na tentativa de voltar à elite do futebol paulista. Em 2012 disputará a A-3 de olho no centenário do clube em 2013. O "verdadeiro" azulão de Sorocaba revelou grandes craques para o futebol durante os anos 60 e 70, como o ponta esquerda Paraná (São Paulo), o zagueiro Marinho Peres (Portuguesa, Santos, Seleção Brasileira, Barcelona-ESP, Internacional e Palmeiras) além do atacante Lance (Corinthians) e do meia Gatãozinho. Pertence a um seleto grupo de times do interior paulista que disputava emocionantes partidas com os grandes clubes da capital, com apoio da fanática torcida que lotava o antigo estádio Humberto Reale. Assisti grandes jogos do São Bento contra Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Portuguesa, Juventus e também os rivais do interior, Ponte Preta, Guarani, XV de Piracicaba, Ferroviária e América por volta de 1980. No último Paulista da Série A-1 (2007), o Bentão conquistou grande vitória sobre o Santos por 2 a 0, na Vila Belmiro, num sábado de Carnaval. Depois terminaria em 18º lugar, sendo rebaixado em casa (Walter Ribeiro) na derrota por 3 a 0 para o Palmeiras. Aproveito para postar as fotos do botão artesanal que fiz para meu sobrinho André Oliveira, colecionador de camisas de times (a do Bentão ele já tem). E não a arte dos escudos, por ser um presente exclusivo (ainda não fiz cópia pra minha coleção). Os botões são de "lentes de relógio" pintados com tinta acrílica e os escudos com impressão à laser fixados com fita adesiva. As fotos foram clicadas na noite de Natal, antes mesmo de terminar a embalagem. Espero que gostem. Logo postarei mais versões do grande azulão de Sorocaba.




Botões do São Bento com escudos baseados
no uniforme home azul celeste de 2006
Principais conquistas: Campeonato Paulista da Primeira Divisão (1963); 4º lugar - Campeonato Paulista Divisão Especial (1964); 15º lugar - Campeonato Brasileiro (1979); Taça Estado de São Paulo (1985); Campeonato Paulista Série A-3 (2001).

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Lusa vai estar lá

A Portuguesa conseguiu o acesso para o Brasileirão 2012 - Série A por antecipação, com a vitória sobre o Americana por 3 a 2. Na frente da tabela da Série B e invicta a 15 jogos, a Lusa comandada pelo técnico Jorginho (ex-Palmeiras em 2009) agora vai em busca do título de campeão brasileiro em 2011. Com 19 vitórias até a 32ª rodada, a torcida enfim relaxou no jogo anterior contra o Vitória-BA, onde as faixas que permaneciam de ponta-cabeça em protesto desde o rebaixamento em 2008, finalmente foram viradas no Canindé. E se a vice-líder Ponte Preta confirmar a boa campanha, serão mais dois clubes paulistas retornando a eleite do Brasileirão em 2012. A melhor campanha da Portuguesa em Campeonatos Brasileiros foi um vice-campeonato em 1996, quando perdeu a final para o Grêmio. Foi duas vezes campeã do Torneio Rio-São Paulo (1952/1955), bicampeã do Paulista (1935/36) e o título de co-campeã (1973), em polêmica decisão contra o Santos, com erro de contagem dos penaltis pelo árbitro Armando Marques (recorde de público da Lusa - 116.156). (Veja restauração de escudos originais do botão da Portuguesa de Desportos da marca CANINDÉ na página "série vintage")