Olá amigos! Esta é uma página autoral sobre minha coleção de Futebol de Botão para divulgar times originais das marcas Estrela, Gulliver, Canindé, Crakes, Jofer, Sonata, Miniplay entre outras, além de botões customizados (botão genérico + adesivo ou arte), "signature" (artes especiais assinadas) e série vintage (restaurações de adesivos e réplicas digitais). Os artigos e fotos postados marcam a memória do futebol, sempre ligados aos botões e também à atualidades do esporte. Bem vindos!
sábado, 28 de setembro de 2013
São Bento, o verdadeiro Azulão
Com um recorde de 29 anos de permanência na elite do futebol paulista (1963-1992), entre os clubes do interior, o ESPORTE CLUBE SÃO BENTO ganhou como mascote um pássaro chamado Tira-prosa e o apelido de "azulão". Talvez pela sua tradicional camisa azul marinho ou por revelar craques nacionais que endureciam nas partidas contra os grandes times da capital. Seu centenário comemorado no último dia 14 de setembro de 2013, marcou a reabertura do antigo Estádio Umberto Reali, localizado no conhecido "bairro dos espanhóis" em Sorocaba. Palco de muitas vitórias e batalhas pelo Paulistão, o velho estádio agora será o futuro CT do Bentão, gramado que traz lembranças de jogaços contra times rivais do interior (Ponte Preta, XV de Piracicaba, América, Noroeste, Ferroviária) assim como os "clássicos" contra São Paulo, Corinthians, Santos, Portuguesa e Palmeiras, alguns relatados na primeira postagem do São Bento. Assisti alguns jogos ainda no Umberto Reali, mas foi no CIC - Estádio Walter Ribeiro, que batizei minha torcida sãobentista. Em 1978, após a inauguração chuvosa na derrota contra o São Paulo (2 a 0), passei a frequentar os jogos do Campeonato Paulista realizados à tarde, pois ainda não havia iluminação no gramado. Sempre em companhia dos amigos do ginásio (que jogavam muita bola e futebol de botão) lembro de jogos contra Juventus, Taubaté, XV de Jaú, Marília e uma goleada de 3 a 0 no Velo Clube (Rio Claro). E os grandes da capital jogavam no domingo: estádio lotado (quase 20 mil pessoas) com direito a arquibancada de visitantes e gente até o "barranco" da geral atrás do gol. Um dos últimos jogos que assisti no CIC foi São Bento x Corinthians na arquibancada inferior atrás do gol, e vi a bola que furou a rede entrando "por fora", no gol do Timão. Antes só ia ao estádio com meu tio corinthiano e meu pai. Uma vez, numa partida São Bento x Ponte Preta, rodada do meio de semana no velho campo da av. Nogueira Padilha, chegamos com o jogo em andamento. Arquibancadas lotadas, só foi possível acompanhar o jogo pelo alambrado. Baixinho, sem ver nada, somente escutava o barulho da torcida. Leonidas (meu pai), na época não era muito fã de futebol, mas até hoje, conta uma história de um jogo do São Bento, onde estávamos na arquibancada coberta quando uma garrafa (sim, de vidro!) passou raspando na minha cabeça. Lenda ou não, depois disso ficou mais difícil convencer "seu Léo" pra ir ao futebol.
Nos cem anos de futebol em Sorocaba, o São Bento teve vários rivais históricos, como a Associação Atlética Scarpa (na fase amadora) e o Estrada de Ferro Sorocabana Futebol Clube (no profissional a partir de 1953), nos quais tive a oportunidade de jogar nas categorias de base (de 1978 a 1982) - futebol de salão no Scarpa, e campo (lateral direito) no Estrada. O São Bento sagrou-se campeão paulista da Primeira Divisão, em 1962 (atual Série A-2), numa disputa em três jogos contra o América de São José do Rio Preto, subindo para a Divisão Especial (atual Série A-1). O jogo final foi disputado no Estádio do Pacaembu, com gol de Picolé (prorrogação), na vitória do Bentão por 2 a 1. Em 1963, o São Bento foi 4º colocado no Campeonato Paulista, na melhor campanha de sua história superando Corinthians e Portuguesa. O ponta-esquerda Paraná, revelado no clube, transferiu-se para o São Paulo em 1965 e foi a Copa do Mundo de 1966, com a Seleção Brasileira. Desde 1993 faz o dérbi sorocabano contra o Atlético Sorocaba, com vantagem para o Galo com 17 vitórias.
A arte dos escudos do São Bento foi uma das primeiras que desenhei em 2009, com referência a famosa camisa azul, apenas com o distintivo sobre a cor e a escalação baseada no grande time dos anos 1970. A outra versão é da camisa azul celeste, 1º uniforme da campanha do último acesso a série A-1 (2005) com a logomarca do patrocinador "Colaso" (fábrica de laticínios). Torci pelo São Bento também pelas transmissões de rádio, como na derrota contra o Flamengo de Zico no Maracanã e na fase final do Paulistão A-2 (2008), quando São Bento e Atlético Sorocaba foram prejudicados pelo "jogo marmelada" protagonizado por Oeste e Mogi Mirim que subiram para Série A-1. Em tempo, acompanhei entusiasmado aos jogos do Bentão pela tv (coisa inimaginável na infância): na Série A-2 pela TV Cultura (2005); na A-1 pelo Canal Sportv/Globo (2006/2007) e Rede Vida na conquista do título paulista da Série A-3 (2013). Inclusive o empate em 1 a 1, na final contra o Batatais no CIC, diante da fanática torcida, resultado somado à vitória beneditina por 3 a 1 no primeiro jogo. Outros tempos, mas "promessa é dívida"- então, falta juntar os amigos e ver o Azulão sorocabano de novo no Estádio Municipal. O São Caetano que despontou no futebol brasileiro em 2000, me desculpe, mas azulão mesmo, sempre foi o São Bento!
sábado, 31 de agosto de 2013
Suécia - no caminho do tetra
A surpreendente seleção da Suécia da Copa do Mundo de 1994, marcou o tetracampeonato da Seleção Brasileira. Foram dois confrontos nos EUA: na fase de grupos, empate em 1 a 1 (Silverdome, gols de Kennet Andersson e Romário) e na semifinal (Rose Bowl), o Brasil venceu por 1 a 0, gol solitário de Romário. Em jogo duríssimo, o baixinho artilheiro subiu para escorar de cabeça aos 35' do segundo tempo, para decepção do goleiro Ravelli e alívio nacional. A Suécia ficou em 2º lugar do Grupo B, com Brasil, Rússia e Camarões. Nas oitavas, passou por Arábia Saudita (3 a 1); nas quartas derrotou a Romênia nos penaltis (empate em 2 a 2) até chegar na semifinal contra o Brasil. Venceu a Bulgária na disputa do terceiro lugar, numa goleada por 4 a 0. Melhor ataque do mundial (15 gols), conquistado pela geração que também foi terceiro lugar na Eurocopa de 1992, com Brolin, Dahlin, K. Andersson, o cabeludo Larsson e o irreverente Ravelli.
A Suécia segue na disputa das Eliminatórias européias para a Copa de 2014, no grupo C (Alemanha/Áustria/Irlanda/Cazaquistão/Ilhas Faroé) para se manter entre as 10 maiores seleções (número de participações em Mundiais), com Ibrahimovic, craque do PSG. Entre os títulos, foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres (1948), terceiro lugar na Copa de 1950 (Brasil) e vicecampeã na Copa de 1958, onde foi país sede, derrotada por 5 a 2 no primeiro título mundial do Brasil. Nos 24 anos que separavam o tricampeonato do "é tetra, é tetra" do Brasil, os suecos ainda cruzariam o caminho do tão sonhado título da Seleção Brasileira, como na primeira fase da Copa de 1978, na Argentina. Nesse episódio, (me lembro do jogo até hoje) o Brasil teve um gol anulado quando a partida estava empatada em 1 a 1 (gol de Reinaldo). Na etapa final , aos 45'03", após cobrança de escanteio Zico marcou de cabeça, só que o árbitro da partida Clive Thomas (País de Gales) - o mesmo da partida Brasil 1 x 0 Alemanha Oriental, da Copa de 1974 - apitou "final de jogo" ainda na trajetória da bola, para frustração do galinho que mais ficou no banco, durante a Copa vencida pelos argentinos. Na Copa de 1990 (Itália), mais uma vitória canarinho: Brasil 2 x 1 Suécia (gols de Careca e Brolin) ficando os suecos apenas em 21º lugar, com a mesma seleção que disputaria a Copa de 1994 e o Brasil, precocemente eliminado pela Argentina nas oitavas-de-final.
Entre as disputas, há ainda a cor da camisa: as duas seleções tem o amarelo no 1º uniforme. A Suécia usa camisa amarela, calção azul e meias amarelas; o Brasil usa camisa amarela, calção azul (ou branco) e meias brancas (ou azuis). E mais: o segundo uniforme de ambas é azul. A Suécia usou um terceiro uniforme branco, na semifinal da Copa de 1994 contra o Brasil, com a colorida camisa do goleiro Thomas Ravelli. A arte que ilustra este texto é baseada no uniforme home (amarelo com faixas azuis) fornecida pela Adidas para a "World Cup USA'94". O escudo da Suécia é o atual (com a inscrição - Svenska FotbollFörbundet) e a tipologia da numeração dos jogadores é a Old classic numbers. Em 1978, nas mágicas partidas de futebol de botão, sempre repetia o polêmico lance do escanteio validando o gol de Zico. As vezes, anulando porque o craque não "explodia" nas Copas, como fazia jogando pelo Flamengo. Na época, botões amarelos (plásticos opacos ou cristal) eram raros, mas ganhei um time do tipo "banca de jornal" decorados com escudos do Botafogo-PB (nada a ver). A marca Gulliver lançou um time amarelo do Brasil, na série "Futebol de botão oficial" (2010), assim como a coleção do Neymar (2012) também na versão verde para a seleção.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Bayern de Munique - o conquistador da Europa
O supertime a ser batido é mais uma vez o Bayern de Munique, campeão da Champions League -2013, depois da semifinal avassaladora diante do poderoso Barcelona com duas goleadas, por 4 a 0 no Allianz Arena e 3 a 0 no Camp Nou. Messi no banco estava desacreditado e o time catalão não tinha reação diante do futebol dos alemães combinados à Ribéry e Robben. O Bayern conquistou o torneio de clubes da UEFA, derrotando o também alemão Borussia Dortmund por 2 a 1. Vai para o Mundial de Clubes da FIFA como favorito ao título, provavelmente, enfrentando o Atlético Mineiro, o galo campeão da Libertadores. O Bayern foi tricampeão europeu nos anos 70, derrotando Atlético de Madrid (1974), Leeds United (1975) e Saint-Etienne (1976) e ainda campeão da Copa Intercontinental (1976) enfrentando os mineiros do Cruzeiro em dois jogos: 2 a 0 (Munique) e 0 a 0 (Mineirão). Maior vencedor da Bundesliga (campeonato alemão) com 23 títulos, o time de Munique atingiu o auge de sua história com a liderança do kaiser (imperador) Franz Beckenbauer, considerado melhor jogador alemão, camisa 5 da Alemanha Ocidental, seleção campeã da Eurocopa (1972) e da Copa do Mundo (1974). O líbero Franz chegou ao clube em 1963 e jogou três Copas: em 1966 foi vicecampeão, perdendo para Inglaterra com uma "ajuda" do juiz; em 1970 foi herói da semifinal contra a Itália, ao jogar com o braço enfaixado na derrota alemã por 4 a 3; em 1974 conquistou o bicampeonato para a Alemanha (depois de 20 anos) triunfando sobre a laranja enigmática seleção da Holanda, de futebol revolucionário, mas incapaz de superar o pragmatismo alemão. Seis jogadores do Bayern estavam na conquista alemã: Beckenbauer, o goleiro Sepp Maier, o meia Breitner, o atacante Müller, além de Schwarzenbeck e Hoeness. Em 1977, Beckenbauer foi jogar no milionário New York Cosmos, ao lado de Pelé, no soccer dos Estados Unidos.
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| Beckenbauer com a camisa do Cosmos ao lado de Maradona (foto: El Gráfico/1980) |
O Fußball-Club Bayern München venceu 16 Copas da Alemanha. Criado em 1900, o primeiro título nacional ocorreu após 32 anos, antes da ascenção do regime nazista pelo continente, fato que levou o torneio de futebol alemão ter um campeão austríaco. Depois dos "dourados anos 70", o clube bávaro voltou a ganhar a Liga dos Campeões da UEFA (5 títulos) em 2001 diante do Valência (ESP) e a Copa Intercontinental derrotando o Boca Juniors (ARG). Seu maior goleador é Gerd Müller (447 gols) que manteve a artilharia em Copas do Mundo (14 gols) pela Alemanha Ocidental por 32 anos, até ser superado pelo brasileiro Ronaldo (15 gols). O goleiro Oliver Kahn é o jogador que mais atuou com 557 jogos. Principal clube alemão, o Bayern foi a base da seleção da Alemanha nas últimas décadas, de craques como Rummenigge, Klinsmann, Ballack, Klose, Podolski, Schweinsteiger e Lahm. O meia Zé Roberto e o zagueiro Lúcio, ex-Seleção Brasileira, se destacaram no time recentemente. Seus rivais históricos nas conquistas européias são Ajax, Real Madrid, Barcelona, Milan, além dos compatriotas Schalke 04, Bayern Leverkusen e Borussia Dortmund. A ilustração dos escudos para o futebol de mesa é baseada no uniforme home do Bayern (vermelho com três listras douradas), fornecido pela Adidas para a temporada 2011-2012, com a escalação do atual campeão europeu. Ainda falta escolher um bom botão, para o Bayern de Munique conquistar muitas vitórias sobre o outro Bayer da minha coleção, o Leverkusen da marca Crakes.
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| Bayern de Munique campeão (1976): Müller (de barba) em pé, atrás do goleiro Maier com a taça e Beckenbauer (o segundo em pé à dir.) |
domingo, 30 de junho de 2013
Brasil com "s" é muito melhor! (parte 1)
A Copa das Confederações da FIFA-2013 chega ao fim com dois confrontos entre europeus e sulamericanos. Na disputa do 3º lugar (Arena Fonte Nova - Salvador), a Itália derrrotou o Uruguai nos penaltis, com grande atuação do goleiro Buffon que pegou três cobranças uruguaias. Na grande final do Maracanã, o Brasil atropelou a Espanha, atual campeã mundial (estava invicta a 29 jogos) por 3 a 0, com gol relâmpago de Fred (1'32"), Neymar (44') e Fred (48'). Quando estava 1 a 0, a Espanha perdeu o empate com uma bola salvada pelo zagueiro David Luiz (como aconteceu na Copa de 1978) e Sérgio Ramos cobrou um penalti pra fora, já no segundo tempo. Enfim, no Maracanã não rolou o toque de bola da fúria - sentiram o templo do futebol, como se ainda ecoassem os gols de Pelé, Garrincha, Rivellino, Zico, Romário... Nesta nona edição, a média de público passou dos 40 mil expectadores, sendo os jogos disputados à tarde (menos a final) sob forte calor como aconteceu na semi-final entre Espanha e Itália jogada no Castelão (Fortaleza) com temperatura perto dos 30ºC. Na maioria das sedes da Copa das Confederações-13 fez calor, mesmo no inverno brasileiro, mas na Copa-14 com o total de 12 sedes a coisa vai ser um pouco diferente. Os estádios da Copa em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre podem reeditar partidas sob temperaturas entre 5ºC e 16ºC em jogos válidos por uma Copa do Mundo disputada no Hemisfério Sul, desde o Mundial da Argentina (1978). No mesmo dia, poderemos ter jogos no Nordeste com o termômetro superando os 30ºC e no Sul caindo pra gelados 10ºC, confirmando a continentalidade do território brasileiro.
Neymar ficou com a bola de ouro (melhor jogador) e a chuteira de bronze (4 gols). A maior goleada do torneio foi Espanha 10 x 0 Taiti. A seleção representante da Oceania formada por jogadores amadores, ganhou a simpatia do público mesmo levando 24 gols em apenas três jogos. O Taiti marcou 1 gol contra a Nigéria, mas não tem chances de se classificar para a Copa-2014 no Brasil, sendo a vaga do continente decidida numa repescagem com o 4º colocado das Eliminatórias da Concacaf. Pela Ásia, já estão classificados Japão, Coréia do Sul, Irã e Austrália (não disputa pela Oceania). A seleção da Jordânia ainda está na briga: vai jogar com o Uzbequistão, onde o vencedor disputará com o 5º lugar das Eliminatórias da América do Sul a última vaga da Copa-14, totalizando 32 seleções.
A FIFA organizadora dos torneios no Brasil, também é responsável nas transmissões de tv pela cerimônia do hino do país (50s de música), pelas edições de imagens (replay) de lances de impedimento, assim como os gráficos de tempo do jogo (no formato 90 minutos) e a grafia do nome de cada país. Sempre assisti os jogos da seleção, onde o time do Brasil era escrito com "z", oficialmente pela FIFA. Se os leitores estavam atentos às transmissões, perceberam que no placar dos jogos da Copa das Confederações-13, finalmente, o nome do Brasil estava grafado com "s". E o que vai pegar na Copa-14 não é o "invencionismo" da caxirola (este instrumento de percussão é um tipo de chocalho chamado caxixi, tocado com o berimbau nos toques da capoeira, por exemplo) e sim, o vibrante Hino Nacional cantado nos estádios mesmo após o corte do áudio da cerimônia. Há tempos não cantávamos o "Ouviram do Ipiranga" com tanto verde e amarelo nos olhos, dentro e fora dos estádios de futebol. Brasil campeão, só mesmo na bola.
Neymar ficou com a bola de ouro (melhor jogador) e a chuteira de bronze (4 gols). A maior goleada do torneio foi Espanha 10 x 0 Taiti. A seleção representante da Oceania formada por jogadores amadores, ganhou a simpatia do público mesmo levando 24 gols em apenas três jogos. O Taiti marcou 1 gol contra a Nigéria, mas não tem chances de se classificar para a Copa-2014 no Brasil, sendo a vaga do continente decidida numa repescagem com o 4º colocado das Eliminatórias da Concacaf. Pela Ásia, já estão classificados Japão, Coréia do Sul, Irã e Austrália (não disputa pela Oceania). A seleção da Jordânia ainda está na briga: vai jogar com o Uzbequistão, onde o vencedor disputará com o 5º lugar das Eliminatórias da América do Sul a última vaga da Copa-14, totalizando 32 seleções.
A FIFA organizadora dos torneios no Brasil, também é responsável nas transmissões de tv pela cerimônia do hino do país (50s de música), pelas edições de imagens (replay) de lances de impedimento, assim como os gráficos de tempo do jogo (no formato 90 minutos) e a grafia do nome de cada país. Sempre assisti os jogos da seleção, onde o time do Brasil era escrito com "z", oficialmente pela FIFA. Se os leitores estavam atentos às transmissões, perceberam que no placar dos jogos da Copa das Confederações-13, finalmente, o nome do Brasil estava grafado com "s". E o que vai pegar na Copa-14 não é o "invencionismo" da caxirola (este instrumento de percussão é um tipo de chocalho chamado caxixi, tocado com o berimbau nos toques da capoeira, por exemplo) e sim, o vibrante Hino Nacional cantado nos estádios mesmo após o corte do áudio da cerimônia. Há tempos não cantávamos o "Ouviram do Ipiranga" com tanto verde e amarelo nos olhos, dentro e fora dos estádios de futebol. Brasil campeão, só mesmo na bola.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Grêmio: especialista em jogos de 180 min.
O Grêmio Foot Ball Porto Alegrense foi bicampeão brasileiro em 1981 e 1996, mas sua maior conquista é a Copa Intercontinental (1983) quando venceu o Hamburgo (ALE) por 2 a 1, com gols do ponta-direita Renato Gaúcho, ídolo gremista. Em 1989 foi campeão da primeira edição da Copa do Brasil, título repetido em 1994/1997/2001, sendo maior vencedor deste torneio de sistema mata-mata. Após o título da Libertadores (1983) quando venceu o Peñarol (URU), voltou a ser campeão da América em 1995, derrotando o Atlético Nacional (COL) mas perdeu a decisão do mundial de clubes para o Ajax (HOL) nos penaltis por 4 a 3. No Grêmio treinado por Luis Felipe Scolari, destacavam-se a famosa garra gaúcha, forte marcação dos volantes e atacantes com fome de gol como Paulo Nunes e Jardel, além do goleiro Danrlei. O título do Campeonato Brasileiro de 1996 foi decidido no Olímpico contra a Portuguesa de Desportos, time revelação que "quase chegou lá". O Grêmio é um dos grandes times brasileiros, de torcida fanática e alucinada, caracterizada pela cantoria e "avalanche" na arquibancada atrás do gol do tradicional Estádio Olímpico. Foi heptacampeão gaúcho de 1962-1968 e, por ser o maior rival do Internacional-RS, seu famoso patrocinador de refrigerantes teria mudado a cor da logomarca de vermelho para preto no marketing do clube. Teve seu pior momento em 2004 quando foi rebaixado para a Série B do Brasileirão com apenas nove vitórias. No ano seguinte, sob comando de Mano Menezes, venceu o jogo conhecido como a batalha dos aflitos, quando venceu o Náutico fora de casa e conseguiu o acesso para a Série A do Brasileirão. Com 36 títulos estaduais, o Grêmio disputa com o Internacional a hegemonia gaúcha, no clássico conhecido como Gre-Nal. A primeira final do clássico foi em 1961, com destaque para 13 decisões consecutivas de 1966 a 1978. Pela Libertadores da América -2013, depois de passar pela pré-fase (LDU) e fase de grupos (Fluminense, Huachipato e Caracas) foi eliminado nas oitavas de final pelo Santa Fé (COL).
No tempo dos meus "campeonatos caseiros" de botão, o Grêmio era um dos preferidos pelo modelo Gulliver (disco de plástico não cavado) que ganhava as divididas na raça e só chutava de "folha seca" para encobrir o goleiro. De difícil acionamento, com toque mais duro, esses botões precisavam de cêra no fundo, para deslizar e ganhar maior velocidade. Mais simples que os times da coleção "Futebol de Botão Gulliver" (anos 70/80) de plástico transparente chamado "cristal", este botão azul-claro do Grêmio é remanescente da minha coleção. Único com escudos originais que permaneceu, pois tive outros times desse modelo (Corinthians, São Paulo, Vasco e Flamengo) que depois de "surrados" jogando no chão, foram redecorados como o Ceará, com botão preto e escudos retrô (com as letras C-S-C). Tenho um Atlético Paranaense (botão vermelho sem escudo) decorado apenas com faixas horizontais em vermelho e preto, nome do clube (dos cartões da Loteria Esportiva), numeração tipo folhinha de calendário e escalação de recorte de jornal, tipo de botão artesanal muito comum na época, porque era difícil encontrar escudos coloridos impressos (só mesmo quem colecionava a Revista Placar, da Editora Abril). Para o Mundial da África do Sul, a marca Gulliver lançou um modelo semelhante na coleção "Futebol de Botão Oficial", com as principais seleções apresentadas em caixa de plástico, com trave grande, goleiro de caixinha (8cm x 3,5cm), bolinha pastilha e dois tamanhos de botão (cinco jogadores de 6cm e cinco de 3,5cm de diâmetro).
Do título brasileiro de 1981, quando o Grêmio venceu o São Paulo por 1 a 0, me lembro do golaço do atacante gremista Baltazar, que de fora da grande área, matou a bola no peito e de sem-pulo chutou para o gol de Valdir Peres. Pra mim, esse gol secava de vez o então goleiro da Seleção Brasileira comandada pelo técnico Telê Santana que não convocaria para a Copa da Espanha o melhor da época - Emerson Leão, goleiro do Grêmio, ex-titular absoluto do Palmeiras e da amarelinha nas Copas do Mundo de 1974 e 1978. Meus amigos sãopaulinos, pai e sobrinhos, me desculpem pois acho que vem daí minha bronca com o "salve o tricolor paulista..."
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| Botões do Grêmio, modelo disco de plástico (fundo não cavado): acionamento com pouca velocidade |
No tempo dos meus "campeonatos caseiros" de botão, o Grêmio era um dos preferidos pelo modelo Gulliver (disco de plástico não cavado) que ganhava as divididas na raça e só chutava de "folha seca" para encobrir o goleiro. De difícil acionamento, com toque mais duro, esses botões precisavam de cêra no fundo, para deslizar e ganhar maior velocidade. Mais simples que os times da coleção "Futebol de Botão Gulliver" (anos 70/80) de plástico transparente chamado "cristal", este botão azul-claro do Grêmio é remanescente da minha coleção. Único com escudos originais que permaneceu, pois tive outros times desse modelo (Corinthians, São Paulo, Vasco e Flamengo) que depois de "surrados" jogando no chão, foram redecorados como o Ceará, com botão preto e escudos retrô (com as letras C-S-C). Tenho um Atlético Paranaense (botão vermelho sem escudo) decorado apenas com faixas horizontais em vermelho e preto, nome do clube (dos cartões da Loteria Esportiva), numeração tipo folhinha de calendário e escalação de recorte de jornal, tipo de botão artesanal muito comum na época, porque era difícil encontrar escudos coloridos impressos (só mesmo quem colecionava a Revista Placar, da Editora Abril). Para o Mundial da África do Sul, a marca Gulliver lançou um modelo semelhante na coleção "Futebol de Botão Oficial", com as principais seleções apresentadas em caixa de plástico, com trave grande, goleiro de caixinha (8cm x 3,5cm), bolinha pastilha e dois tamanhos de botão (cinco jogadores de 6cm e cinco de 3,5cm de diâmetro).
Do título brasileiro de 1981, quando o Grêmio venceu o São Paulo por 1 a 0, me lembro do golaço do atacante gremista Baltazar, que de fora da grande área, matou a bola no peito e de sem-pulo chutou para o gol de Valdir Peres. Pra mim, esse gol secava de vez o então goleiro da Seleção Brasileira comandada pelo técnico Telê Santana que não convocaria para a Copa da Espanha o melhor da época - Emerson Leão, goleiro do Grêmio, ex-titular absoluto do Palmeiras e da amarelinha nas Copas do Mundo de 1974 e 1978. Meus amigos sãopaulinos, pai e sobrinhos, me desculpem pois acho que vem daí minha bronca com o "salve o tricolor paulista..."
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| Coleção da marca Gulliver incluia botão do Grêmio, além dos grandes times paulistas e cariocas |
sábado, 11 de maio de 2013
Atlético-MG, o primeiro campeão
Em 1971, o Clube Atlético Mineiro foi o primeiro clube campeão brasileiro, quando o campeonato passou a ser de fato nacional, com mais representantes fora do eixo Rio-São Paulo. Desde 1959 apenas os campeões estaduais brasileiros jogavam a Taça Brasil, disputada em jogos eliminatórios até chegar-se ao campeão. Os campeonatos estaduais já estavam consagrados, havia o Torneio Rio-São Paulo, mas não um campeonato com as dimensões do Brasil. Nessa busca, a partir de 1967, o Rio-São Paulo também incluiria dois times mineiros (Cruzeiro e Atlético), dois times gaúchos (Grêmio e Internacional) e o campeão paranaense. Depois surgiram as vagas para um time da Bahia, um de Pernambuco e, finalmente em 1971, com a participação do Ceará Sporting Club foi formado o primeiro campeonato brasileiro, como relata o jornalista Celzo Unzelte (Ediouro, 2002). Por outro lado, a Copa do Brasil iniciada em 1989 é outro torneio nacional, de jogos mata-mata, atualmente disputada por 86 clubes de todos os Estados, onde o campeão é classificado diretamente para a Libertadores. Somente em 2003, o Brasileirão passou a ser disputado por pontos corridos, sendo o campeão aquele que somar mais pontos no turno e returno, classificando os quatro primeiros colocados para a Taça Libertadores (interclubes criado em 1960).
O “galo mineiro”, chegou a quatro finais de campeonatos
brasileiros, no sistema em que os times eram distribuídos em grupos, até
chegarem às finais. Em 1971 foi campeão vencendo o triangular final junto com
São Paulo e Botafogo-RJ. No Brasileiro de 1977, ficou com o vice na decisão
contra o São Paulo em pleno Mineirão; em 1980 foi derrotado pelo Flamengo (de Zico);
em 1999 perdeu novamente, para o Corinthians. Fez incríveis 19 decisões
consecutivas de campeonato mineiro (de 1974 a 1990) contra o Cruzeiro, seu
maior rival em Minas, vencendo 11 campeonatos no período, dos quais um
histórico hexacampeonato (1978-1983). Possui 42 títulos estaduais sendo o maior
campeão mineiro, além de duas Copas Conmebol (1992/1997). No Brasileirão-2005 ficou em 20º lugar, rebaixado para a Série B, assim como
aconteceu nos últimos anos com os campeões brasileiros Botafogo-RJ, Vasco da Gama, Grêmio, Palmeiras, Corinthians, Coritiba, Atlético-PR, Bahia e Sport. É o atual campeão da Libertadores-2013, título inédito conquistado nos penaltis contra o Olimpia (PAR), depois de perder o primeiro jogo por 2 a 0 em Assuncão.
Meu time de botão do Atlético-MG (Gulliver Cristal) é da
fase gloriosa dos anos 1970, onde jogadores como Reinaldo, Luisinho, Toninho
Cerezo, Paulo Isidoro, Éder, eram protagonistas das jogadas no futebol de mesa.
“Rei, rei, rei, Reinaldo é nosso rei”, era o grito da torcida alvinegra para o
maior ídolo e artilheiro do clube (255 gols). Sempre o botão do
galo disputava partidas emocionantes no Xalingão (campo pequeno de mesa, de cor
verde-escuro) com muitos dribles, chutes de folha-seca, e muita força nas
divididas, por ser mais encorpado que os outros tipos de botão. Talvez isso
acontecesse pela “mágica de jogar sozinho”, de decidir aleatoriamente os
resultados, ou mesmo, pelo peso da camisa (no caso, do escudo!). Como disse no post do Corinthians, esses times da Gulliver Cristal eram bem lentos e pesados – mas o
do Atlético não!
No Brasileirão-2012 foi segundo colocado (20 vitórias, 64
gols), excelente fase que se extende a classificação na Libertadores-2013 como
melhor primeiro lugar da fase de grupos, eliminando o tricampeão São Paulo. Até
o momento, o confronto do ano é mesmo Atlético-MG x São Paulo. Em quatro
partidas os mineiros comandados por Ronaldinho Gaúcho venceram três vezes o
tricolor de Rogério Ceni, maior goleiro da história do clube do Morumbi. Após o
retorno ao Brasil pelo Flamengo, Ronaldinho jogando em grande fase,
“arquitetou” a eliminação sãopaulina em lances que misturam a malícia “de beber
água de Rogério Ceni na pequena área”, passes milimétricos, dribles
desconcertantes de quem já foi o melhor do mundo (pelo Barcelona em 2004/2005),
até fechar com um chocolate na
vitória de 4 a 1 no Estádio Independência. Vale jogar uma partida de botão com
direito à arte dos escudos desenhada com a foto de Ronaldinho, atual ídolo
atleticano. E por que não, um bom goleiro (caixinha oficial) do Vitor, herói da conquista da Libertadores-2013, pegando penaltis contra o Tijuana, Newells e Olimpia.
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| Futebol de botão Gulliver Cristal: destaque para o 9 do artilheiro Reinaldo |
Marcadores:
Atlético-MG,
Campeonato Brasileiro de 1971,
Futebol de Botão Gulliver,
Libertadores da América - 2013,
Reinaldo,
Ronaldinho Gaúcho,
São Paulo
terça-feira, 30 de abril de 2013
Espanha Copa 2006, o retorno da fúria
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| Futebol de botão da Gulliver "Germany 2006" com pintura perolada |
A ESPANHA entra na briga pelo título da Copa das Confederações da FIFA-2013, vaga conquistada por ser a atual campeã mundial (2010). A forte equipe espanhola também conhecida por fúria, manteve grande parte do elenco bicampeão da Eurocopa (2008/2012) para chegar como favorita ao torneio que começa em 15 de junho na Arena Brasília, com o jogo Brasil x Japão. A estréia da seleção espanhola é contra o Uruguai, em 16 de junho, na novíssima Arena Pernambuco, no grupo B que ainda tem as seleções da Nigéria e do Taiti. Em 2009, na última Copa das Confederações, a Espanha perdeu a semi-final para os Estados Unidos, frustando a expectativa de uma grande final contra o Brasil. No entanto, carimbou o favoritismo na Copa de 2010, na África do Sul, derrotando a Holanda, eterna vicecampeã, não só pelo conjunto do time que jogava com muita posse de bola, mas por jogadores como Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta, Fàbregas e Villa (maior artilheiro com 53 gols). É a primeira colocada no ranking da FIFA, performance da atual "geração de ouro" espanhola, iniciada na Copa de 2006, na Alemanha, onde foi eliminada pela França nas oitavas.
O estilo de jogo da Espanha é agressivo desde o momento em que o adversário começa jogar, daí a forte marcação do meio-campo pra frente para tomar a posse de bola e conseguir chegar ao último passe, depois de um "insuportável" toque de bola. A fúria não "rifa" nenhuma bola, não dá chutão pra frente, ao contrário, os zagueiros saem pra jogar com qualidade, os alas não fazem chuveirinho na área e os atacantes recebem a bola na cara do gol. É a seleção a ser batida no futebol mundial, que tem como base o Real Madrid e o Barcelona. Aliás, vendo a Espanha jogar, parece um Barça sem o argentino Messi. Na Copa-14, nem mesmo o Brasil jogando em casa, nem a Itália "mordida" com os 4 a 0 na final da Euro-12, nem a Argentina do Papa, do melhor do mundo e de la mano de Dios, podem parar a Espanha. Talvez os alemães? Especialistas em desconstruir esquemas táticos de grandes seleções como a Hungria de Puskas (1954), a Holanda de Cruyff (1974) e a Argentina de Maradona (1990), a Alemanha com seu futebol pragmático pode anular a bola dos espanhóis. Só não conseguiu evitar o penta do Brasil em 2002 com dois gols de Ronaldo "fenômeno" na conquista da quinta estrela.
Em Mundiais, o penúltimo confronto entre Brasil e Espanha foi na Copa de 1978, na Argentina, fase de grupos. Um típico zero à zero de futebol truncado, sem brilho, capaz de arrancar nachos de grama do estádio de Mar del Plata. Além disso, o quê lembro da partida (assisti na casa de um amigo de ginásio) foi o lance de gol dos espanhóis salvo por Amaral (ex-beck do Guarani-SP) debaixo do gol de Leão. Outro jogo importante foi na Copa de 1962, no Chile, na campanha do bicampeonato com vitória por 2 a 1, gols de Amarildo (substituto de Pelé). Meu time de botão da Espanha é um Gulliver da série "FIFA World Cup Germany-2006", de plástico vermelho perolado, com adesivos das bandeiras dos países. O goleiro original foi substituído por caixa de fósforos (tipo grande), mais ágeis para defender a bolinha. Como o brasão das armas da bandeira da Espanha é muito semelhante ao escudo da seleção, mantive o botão todo original da Gulliver. Único ponto negativo dos modelos atuais da Gulliver é a bolinha, em formato de disco, que ao tocá-la fica em pé rodando, dificultando o domínio das jogadas. Nos jogos antigos da marca, a bolinha não fazia curvas, pois o disco não tinha angulação nas laterais. Neste exemplar, só falta mesmo colocar a numeração dos jogadores que ficaria bem legal, se fosse decalcável como nas antigas cartelas de Letraset, algo inimaginável na época que comecei minha coleção, pois fazíamos os números à partir de folhinhas de calendário. Hoje em dia, desenho os escudos no Illustrator, escolho a fonte das letras, quase sempre réplicas das famosas marcas de material esportivo e imprimo a arte rapidamente.
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| Cartela de placa de isopor para acondicionar os botões da Espanha (Gulliver), com goleiro feito de caixa de fósforos. |
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